Malvinas: a Dama de Ferro, Príncipe William e toda a fumaça

1 fev

Nos últimos tempos, vimos por aqui reacendidas as tensões entre Argentina e Inglaterra com relação as ilhas Malvinas. Para quem não conhece um pouco de historia Argentina ( e isso não é um julgamento), as ilhas Malvinas são um arquipélago bem ao sul do pais que há séculos anos sofrem ocupação inglesa. Os kelpers, moradores das ilhas, se consideram ingleses. Os ingleses dizem que quem decide sao os kelpers (direito a auto determinação dos povos), a Argentina os chama de colonialistas e o circo está armado há mais de 150 anos.

“Extra , Extra! Estamos em guerra”

O que quer a Argentina com uma ilha perdida em uma região inóspita do planeta. Um lugar de temperaturas extremas cujos habitantes deveriam resumir-se a pingüins resistentes ao frio. A perda das ilhas é mais que uma ferida no orgulho nacional, é uma amputação territorial que resvala na soberania nacional para Argentinos. E o que querem os Britânicos? Sob um argumento de autodeterminação dos povos, estão poços de petróleo, posição estratégica, etc. O povo da Índia, que por muitos anos foi sucessivamente saqueado pelos ingleses, nunca teve direito a auto determinar nada. Dois pesos duas medidas, Inglaterra.

E os argentinos chegaram a acreditar que os ingleses nao viriam...

A verdade é que as grandes vitimas são os moradores da ilha ( vale a pena conferir o jornalzinho local PENGUIN NEWS!!!!!). Que ficam no meio do fogo cruzado, vivendo na parte da ilha que não tem minas (sim porque se Argentina minou, os Britânicos nunca quiseram pagar a conta caríssima para a retirada), ilhados onde nem as focas querem viver.


Em 1983, uma ditadura agonizante usou como medida para ganhar popularidade a invasão das ilhas. A Guerra das Malvinas causou mais 600 mortos argentinos, acirrou a disputa e deixou uma fratura na alma dos Argentinos. A boa é que a ditadura caiu. Veteranos reclamam até hoje o reconhecimento do Estado. A história completa tem requintes dramáticos, relatos trágicos, sangue, suor e lágrimas. Existe muito material para entender o pouco mais o estado de espírito argentino em relação a Guerra das Malvinas que este ano cumpre 30 anos. Um jeito bacana de ler algo é o belíssimo Fantasmas das Malvinas e assistindo o ficcional Iluminados por el Fuego.


No youtube abundam documentários, imagens e filmes bacanas sobre o tema. Hoje, argentinos tem mais uma razão cinematográfica para ficarem sentidos: estréia no país o filme Dama de Ferro, uma biografia de Margarete Thatcher que traz o momento em que a chefe de estado Britânica decide invadir Malvinas, ou Falklands, como eles chamam.

Mau momento, com o príncipe William desembarcando nas ilhas hoje, poços de petróleo sendo destapados por ingleses todos os dias praticamente, navios de guerra britânicos novos chegando ao arquipélago, diplomatas trocando gentilezas dos dois lados, nas ultimas semanas os Argentinos viram uma escalada de tensões que teve seu cume estes dias. Os jornais de hoje pareciam aquele “ Extra , Extra! Estamos em guerra” das décadas passadas. Improvável, mas tem muita fumaça!

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3 Respostas to “Malvinas: a Dama de Ferro, Príncipe William e toda a fumaça”

  1. Eduardo Baró 1 de fevereiro de 2012 at 10:29 PM #

    Felizmente la Argentina insiste con su posiciòn negociadora, no está recurriendo a incrementar la tensión sino a buscar apoyos intern. acionales e institucionales, como la ONU.. Este es un gobierno al que sabemos le gusta la pelea, pero en este caso han sido extremadamente moderados y dialoguistas, por suerte. Ya aprendimos que no se puede jugar con fuego, que no vale la pena. Probablemente los ingleses nucan se siente a negociar, menos ahora que hay petroleo y están depredando la pesca y los otros recursos naturales
    El nacionalismo siempre es peligroso, Casi nunca coincido con Beatriz Sarlo en política , pero esta nota de La Nación es excelente y ademàs insolitamente moderada copn Cristina…

  2. Juan 3 de fevereiro de 2012 at 3:08 AM #

    Hola, falto decir que inglaterra desalojo a los argentinos de la isla el 3 de enero de 1833.
    Saludos

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