Como a Tropicália, de Festival em Festival…

29 maio

A banda espanhola Marlango abre o festival para desespero de nossos pés cansados...

Mal nos recuperados do bicentenário e a cidade já está nos chamando. Muitos de nós ainda estão enfiados nos escalda-pés, sem voz, com tosse, rouquidão, dor nas costas e outras efeitos colaterais da alegria que tomou conta da gente no fim de semana passado por conta do Bicentenário Argentino.

Mas, como Nova Iorque, Buenos Aires também é a cidade que não dorme. E, pior, que não deixa os outros dormirem! Esta entidade enorme, ao qual nos submetemos como ovelhinhas para abate, nos arrasta por ai com seus braços de concreto , nos envolvendo com sua doce melodia de decadence avec elegance e não nos deixa descansar, procrastinar, parar…

Os dias são tão intensos que há semanas, que ao final, minha energia acaba por completo, sem restar nada, um resquício para lavar a louça, fazer o café ou ler um livro. São momentos de exaustão extasiada tão intensos que, às vezes, uma noite bem dormida passa longe do suficiente. É preciso uma noite, um dia, outra noite. É necessário absorver como um desses computadores da Matrix uma quantidade enorme de emoções, informações, acontecimentos, pensamentos e novas construções. E como a tropicália vivemos de festival em festival.

Com uma Fênix nascida dos excessos do Bicentenário ressurgimos das cinzas para o próximo happening da capital. O Festival Ciudad Emergente, que começa no próximo dia 02 de junho, vem com uma série de surpresas e atrações que não conhecemos mas que, ao final, vão acabar morando no nosso Ipod.

A primeira atração traz a balada atriz espanhola, namorada do meu queridinho Jorge Drexler, Leonor Waitling, e sua banda Marlango ao Centro Cultural da Recoleta, no próximo dia 02 de junho. Com acordes leves, um pouco de jazz , indie, rock e folk, o grupo espanhol  é um bálsamo melódico para os ouvidos cansados do Bicentenário.  As canções entoadas nas pontas dos pés, em inglês, e algumas poucas em castelhano, seus pianos chuvosos, bateria discreta e acordes gotejantes são ligeiras, leves e agradáveis.  Abertura as 19h, fica a cargo do projeto alternativo Les Mentettes Orquestra.

No dia seguinte, é a vez do banda local Nairobi num dueto com o músico da Guiana Mad Professor que já mixou  pesos pesados como Massive Attack, Sade, the Orb, the KLF, Beastie Boys, Jamiroquai, Rancid e Depeche Mode.  O show começa às 21h, mas é precedido por um monte de atrações  interessantes.  Além dos inúmeros shows, de gente que ainda estou conhecendo, escutando e me inteirando, postando aqui na medida do possível, há ainda muita dança de rua ( pretendo não perder a homenagem a Michael Jackson), exibição de documentários ( tem pelo menos uns dois obre o The Smiths que eu quero ir), leitura de poesias ( ando pulando estes programas) e exposições de arte urbana, entre outras cositas mais.  

Lá vamos nós outra vez!

Cofinra a programaçao completa AQUI!

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