Buenos Aires Ink

7 jun

Arte na rua

Quando visitar Buenos Aires não deixe de ir aos Museus. A cidade tem um excelente de acervo de arte do passado ao moderno. Mas, se quiser mesmo saber o que acontece neste século, mantenha os olhos abertos pelas ruas da capital.

 

Coletivo Triángulo Dorado, uns dos destaques da cidade

 A cidade está cheia de intervenções urbanas e de nomes que, no olho da rua, emergem da obscuridade para ganhar espaços nas galerias do mundo.

Grafites abundam na capital

Considerada por muitas uma arte insular, marginal e até mesmo excluída da etimologia da palavra, a arte urbana ganha espaço também espaço nos bolsos dos colecionares que se apinham para pagar preços exorbitantes pelas obras do momento como é o caso do grafiteiro Bansky,  que vendeu uma de suas obras por cerca de US$ 244 mil.

Grande mural na estaçao de Carabobo, linha A

O Brasil, à dianteira São Paulo, está na vanguarda do movimento com excelentes nomes despontando no cenário internacional.

Muro pintado pelo artista porteño Jazz

Tomando este gancho, com grandes elogios ao vanguardismo brasileiro, e também da emergente arte na Argentina, o jornal La Nación publicou hoje em sua revista dominical um importante tratado sobre “la arte callejera”, ou arte de rua, na metrópole argentina. O artigo conta a estória da arte que vem transformando a fisionomia da cidade e misturando-se a constituição antiga das paredes, colorindo as fachadas e seduzindo os olhares dos transeuntes.

Arte callejera

O carimbo de Buenos Aires – Nas paredes dos becos, muros e metrô da capital abundam os estênceis,impressões com pequenas mensagens, políticas, humorísticas ou mesmo publicitárias que como um carimbo urbano sobre o concreto colorem os espaços cosmopolitas de Buenos Aires.

Estencil bem humorado

Sorria: a cidade está cheia de estenceis

Entre os grafiteiros, os destaques do artigo vão do colombiano Rodez (cuja obra eu tenho prazer de dizer que está literalmente debaixo da minha janela, na Pasaje Luis Dellapiane), Sego, do México ( cuja a obra eu tenho o prazer de relatar que está de frente a minha janela) aos argentinos Jazz , cenógrafo e muralista, Pum Pum ( argentina aficionada por Clarice Lispector, que tem coisas muito boas, outras que, pessoalmente, são muito Romero Britto para minha pessoa) e o coletivo  Triángulo Dorado, entre inúmeros outros  que por minha ignorância cometo o sacrilégio de não citar.

Grafiteiros dao um "facelift" ao Centro Cultural de Espanha, em San Telmo

Embora, seja impossível apontar os melhores lugares para se ver as inusitadas obras de arte pela cidade, existem alguns murais que já fazem fama na cidade e outros que, são meu xodó pessoal.

Buenos Aires Ink

 Entre as minhas tchuchucas da arte moderna preferidas estão o meu próprio quintal, a Pasaje Luis Dellapiane, entre as ruas Viamonte e Tucumán, o enorme mural na linha A do metro na estação de Carabobo, o muro da rua Castillo, altura 1400, e a o Centro Cultural de España em Buenos Aires ( Balcarce, 1150, San Telmo) , que recentemente recebeu roupagem nova de grafiteiros do mundo inteiro por ocasião do encontro de intervenção urbana intitulado Sin Verguenza.

O carimbo da cidade

Para estênceis não há um ponto de referencia, eles estão por todos os lados, muitos nos metrôs e nas ruas mais descoladas de Palermo Viejo. São eles os responsáveis por arrancar sorrisos inusitados naqueles dias em que a cidade te devora com mil dentes, proporcionando surpresas urbanas para o coração apressado pelo ritmo do concreto.

Detalhe do mural de Carabobo

Para um tour completo do melhor da arte de Rua em Buenos Aires, vale à pena contratar os serviços da Graffittimundo, uma empresa criada por duas inglesas apaixonadas pelo grafite da cidade, que recorrem as ruas de Palermo, Colegiales e Villa Crespo em buscas dos mais impactantes marcos de arte urbana da cidade. O tour custa cerca de R$ 35 reais e inclui os trajetos de taxi e uma cervejinha no final. Clique Aqui!

Pum Pum, buena pero no siempre

O melhor da popularização da arte urbana é evitar que ela se perca, como milhares de murais soterrados por tinta e ignorância que já padeceram nas grandes metrópoles do mundo. Democrática, gratuita, moderna e inesperada a arte urbana em Buenos Aires colore as velhas calles de novas idéias. Abra o olho para o Buenos Aires Ink!

Uma resposta to “Buenos Aires Ink”

  1. Mari 7 de junho de 2010 às 1:03 PM #

    Muito bom!

    a Bahia tá se antenando nisso, Salvador está tomada de grafites e mosaicos e daqui estamos mandando 5 grafiteiros pra Trienal de Luanda.

    E o contemporâneo é nosso tempo, olha que maravilha.

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