Arquivo | agosto, 2010

Mendoza: Decance avec Elegance

15 ago

Nada te prepara para os Andes...

Minhas previsoes se confirmaram. Esta manha quando me levantei  trazia comigo minha primeira ressaca mendocina.  Nao sei se foram os ares da montanha ou as jarras de vinho e, posteriormente o Fernet, mas eu fiz da jaca uma pantufa. Tudo comecou com um jantar super inocente nessa Pulperia incrivel, chamada El Palenque (Av Villanueva Aristides 287),  onde comemos as melhores batatas fritas e empanadas que ja comi na vida.

Se montanha eh sua paixao, Mendoza eh seu lugar

Alias, Mendoza esta batendo recordes com frequencia. Soh hoje, ja nos olhamos umas dez vezes para dizer “ eh o melhor que ja comi, que ja bebi, que ja vi”. O penguino, uma jarrinha em forma de Penguim muito tradicional na argentina, que normalmente traz o vinho da casa, entrou nesse Gabi’s book of records tambem.  E foi assim que minha ressaca de hoje comecou ontem. Encorajada pelo o vinho, resolvi alargar a noite no bar que os meninos do albergue sugeriram: Por Aca bar. Mendoza esta cheia de duplos sentidos. Era o comeco do meu fim porque o alcool, antes de matar, humilha.

Paisagens de Mendoza sao liricas...

Existe inegavelmente um climinha de alta montanha em Mendoza diificil de explicar. Ja vivi sensacoes semelhantes em lugares que sao ponto de partida para expedicoes e esportes radicais. A impressao eh de festa no campo base. Alpinistas, turistas e locais se misturam e criam estes ares de montanha club social que, em Mendoza, se estende por toda a movimentada rua Aristides Villanueva.  

Alta montanha social club

O tal do “ boliche” ( boates e lugares de diversao noturna em geral se chamam assim na Argentina) tinha uma trilha sonora de arrebentar. Comecou com um pouco de clima festa na High School, mas logo uma faixa etaria mas adequada tomou conta da pista. Dancei todo tempo ao lado de uma parede que tinha um Kurt Cobain em tamanho real festido de cheer leader. I know it’s only rock n roll but I like it!

Termas de Caucheta, foi preciso coragem para nos unirmos a esse pessoal ai

Como ja haviamos combinado, resolvemos levar a cabo o plano de boiar o dia todo nas Termas Caucheta. Essa eh minha primeira grande dica. As termas de caucheta consistem em lindissimas piscinas de pedra com agua borbulhante termal em um cenario estonteante, perigosamente beirando o abismo, e cortejando de perto pontudas montanhas, que  parecem que vao se derramar no vazio. Ha piscinas dentro e fora. Foi preciso tirar coragem da minha reserva de bravura para entrar nas piscinas abertas, mas nao ha nada que se compare a boiar numa piscina quentinha a poucos metros de uma montanha nevada emoldurada por um profundo vale invernal –  desses pintados desses tons sutis de cinza e beje. Se soubesse que havia este lugar, teria entrado ha tempos na minha “top coisas a se fazer nessa vida”. Como o destino de todas piscinas abertas ao publico parece sempre ser o de afarofar-se, existe uma leve tendencia a isso nas piscinas internas das Termas. Mas, vi o capricho dos funcionarios zelar pelo lugar de maneira classuda, achei digno. Decadence avec Elegance.        

Cacheuta: a vista

Pegamos um onibus comum do terminal de Mendoza pela bagatela de 5 reais ida e volta. A viagem dura aproximadamente uma hora. Mas, nao recomendo no inverno. Nao tem calefacao e na volta tive caimbras devido ao frio no interior do onibus. Alias, o frio eh uma  coisa que nao parei de sentir desde que cheguei. Ja nao lembro o que eh sentir calor.

O melhor lugar para se ter uma ressaca...

De maneira maior ou menor, estou sempre com frio por aqui. Vale a pena investir no modelito boneco de neve para nao passar de amador como eu. No caminho, vinha pensando como apesar da intensa vida noturna, Mendoza nao tinha muitos atrativos e talvez tenha me adiantando ao marcar tantos dias na cidade em meu apertado calendario quando a paisagem me deu um tapa de luva. Montanhas sao o desejo de megalomania da natureza. E eu, ja disse aqui varias vezes, sou loucas por ela. Mas, nada te prepara para dar de cara com uma parede de pedra que perfura o ceu em formas tao variadas e soberanas que nao te deixam outra opcao senao pensar dentro de niveis distintos de consciencia que a natureza eh de onde o homem veio e para onde ele vai. Eram dezenas de montanhas intercaladas por cenas natalinas, ternas, pequenas chamines lancando silenciosamente fumaca para fora de casebres, encostas cobertas de neve, arvores testemunhando o vento, tudo em uma paleta de cores que jamais seria capaz de descrever. Depois de boiar umas horinhas, fomos explorar a regiao, e vejam soh,  comer a melhor carne que ja comi na Argentina na Parilla que fica a poucos metros da entrada das termas. Vai pro recorde.

" Eram dezenas de montanhas intercaladas por cenas natalinas, ternas, pequenas chamines lancando silenciosamente fumaca para fora de casebres, encostas cobertas de neve, arvores testemunhando o vento, tudo em uma paleta de cores que jamais seria capaz de descrever."

 Nos divertimos na ponte pencil que se extende por cima de um rio no fundo de um vale.

A ponte e o vale

 “ Uma ponte pencil que se extende por cima de um rio no fundo de um vale” dispensa outras observacoes, adjetivos e parabolas. Eh simplesmente lindo. A volta foi dolorasamente fria, vim consolada pelas montanhas ate o anoitecer, depois nos deixaram a merce do clima, inospito. Mendoza eh, neste noite de inverno, um sonho com um pouco de elegancia e decadencia, na medida da certa, do jeitinho que eu gosto.

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Postais de uma tarde chuvosa em Mendoza

13 ago
 

Chegando sob chuva

So nos faltava um choroso saxofone. Chegamos a Mendoza nesta chuvosa tarde de sexta-feira. Se em Buenos Aires o frio eh polar aqui, onde estamos  nos aproximando dos polos, os ventos sao antarticos. Eh uma dessas chegadas soturnas ao coracao de uma rotina ao sul. Lembrei-me de uma tarde chuvosa que passei em Bruge,s na Belgica, e uma cena em particular: um cachorro que chorava ao som de um violino debaixo de uma das marquises da praca central.Ate agora muitos cachorros, mas nenhum chorando.

Mendoza tem pequenas argentinidades!

Nao nos restou muita saida senao, depois de um almoco, que so nao foi assalto porque o garcom conseguiu que cooperassemos sem armas, refugiar-nos no inexpressivo quarto do albergue ( a incrivel hospedagem onde os recepcionistas divertem-se num karaoke indescritivel)   e preparmos para espantar o frio mais tarde com muito vinho.

Nao sou um Cartier Bresson mas esta camera tambem nao eh uma rolerflex!

E, ja adiantando a ressaca, marcar o passeio de amanha para as termas incrustadas na montanha, onde afogaremos nossas penas e dores de cabeca em piscinas de pedra climatizadas. Deixo aqui algumas images da Mendoza que eu nao imaginei, mas sabe-la porque tem seu charme, envolta em nevoa, mas tem.

PS: Gracas a problemas tecnicos generosamente patronizados por meu netbook os proximos posts nao contaram com o auxilio luxuoso nem de um corretor de windows, nem de acentos. Nao e a reforma da lingua portuguesa e sim seu genocidio, no espirito “meu nihilismo nao passa de um teclado desconfigurado”.

Sideways, entre umas e outras

12 ago

 

Eu e o blog, como dizemos por aqui, nos vamos de vacaciones. É isso, no bom e velho jargão, vamos dar uma volta, um rolé. Ver o que temos mais ao sul. Tenho que confessar aqui minha ignorância com relação à Argentina. Até agora, o mais longe que fui foi Tigre, quarenta minutos de trem da Capital. Embora Buenos Aires aspire ser o centro do universo, e mais ainda ser a representação mais fiel do que é a Argentina, não é. Há muita terra ao sul. E vamos começar por Mendoza.  Aproveitando a carona, incluímos no roteiro o Chile também. Mais precisamente Santiago, Valparaíso e Viña Del Mar porque eu sou uma adolescente perigosamente me aproximando dos trinta que ainda não superou Neruda.

Eu gosto de montanhas porque nunca as tive

A idéia é muito simples: ir bebendo nosso caminho até lá a la Sideways. Bodegas, muito vinho e o que não pode faltar sempre que estou presente: muita confusão. Como dizem alguns amigos por aqui “Gabi, a ti te pasan las cosas más raras”. Tenho planos, mas por experiência própria sei que eles são a primeira coisa a cair nas minhas viagens. De qualquer forma, pelo menos para Mendoza, tenho uma lista de coisas imperdíveis para fazer. E, no topo, está visitar o Aconcágua. Não consigo dormir só de pensar. Já falei aqui da minha fascinação por montanhas. Sou de Brasília, onde uma montanha é um substantivo abstrato. Sou como os retirantes de Vidas Secas de Graciliano Ramos que tem uma cadela chamada Baleia sem ter nunca visto o mar. Adoro montanhas porque nunca as tive.

Alguém pode ser seriamente feliz com vinho e Neruda

Para o Chile o projeto é menos ambicioso: a idéia é comer centollas ( aqueles caranguejos gigantes), seguir tomar vinho e ver o mar. Porque sou mais do tipo que se mareia em terra firme e, como Buenos Aires vem caprichosamente dando as costas ao Rio Prata, sinto falta de ver aquela água se derramando na beirada do mundo. Estou ciente que o mar de Valaparaíso não passa de uma zona portuária, mas serve para os meus propósitos de ver que o mundo tem saída de emergência. Vou postando, na medida do possível, minha Odisséia pelo sul. Vou sem grandes expectativas nem ilusões, sem condições e limites, talvez apenas uma, como diz o personagem Miles no filme Sideways: “I am not drinking any Merlot!”.

Morangos Mofados: Salvando Caio Fernando Abreu

12 ago

 

Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez.

Caio merece

Minha amiga Liana Farias me chamou a atenção, esta manhã, para uma estória que até agora não teve final feliz. Grande conhecedora de Caio Fernando Abreu, Liana ,está  unindo-se a campanha para salvar a casa em que viveu boa parte de sua vida o escritor Caio Fernando Abreu, em Porto Alegre. Aparentemente, a família (sua irmã e cunhado) não pode manter o imóvel que agora se encontra á venda. É se questionar porque cargas d’água o lar de um dos maiores escritores brasileiros do século XX ainda não está sob a proteção do governo, transformado em Casa de Cultura. É isso. Vamos entrar em contato com o pessoal do Blog Salve a Casa do Caio , mobilizar nossos blogs, twitters, facebooks, energias,pensamentos e tempo para acordarmos o gigante adormecido que atende pelo nome de governo.

Morre Hitler no Uruguai

11 ago
 

Dos Hitleres

Realismo fantástico não é tão absurdo assim. Não é a toa que na América do Sul exista um Gabriel Garcia Marquez. Acontecem coisas nesta comarca do planeta que talvez não aconteçam em outros lugares. Somos absurdos.  Esta manhã zapeando pelas páginas do jornal argentino La Nación encontrei uma grande matéria com o título “Morre Hitler no Uruguai”. Sou fã de carteirinha de manchetes insólitas. Sinto saudade do jornalismo com títulos de duplo sentido, do tipo daqueles clássicos “Violada em público”( aquele em que um músico desce um violão em alguém), de uma maneira geral sinto saudade do jornalismo.

Hitler tinha filho com nome inspirado no lider de esquerda Liber Seregni

Por isso, esta manhã li com prazer a matéria do diário. Grande lead. Ela começa assim: “Morreu Hitler no Uruguai; matou sua mulher e se suicidou. Morreu Hitler, mas outro Hitler vive. Tudo no século XXI e longe daquela convulsionada Europa”. Tive um dejá vu.  É no mínimo irônico que um camarada de nome homônimo ao líder nazista tivesse o mesmo destino que Adolf Hitler e sua companheira Eva Brown. Hitler Aguirre Fuentes de 70 anos, em um rompante passional, assassinou a tiros sua mulher María de Lourdes Rodríguez de 38 anos. Sobrevive, no entanto, seu filho também chamado Hitler.

Além de Hitler Junior, Hitler pai tinha ainda mais três filhos: Richard Williams, Myriam Elizabeth e Líber, este último em homenagem ao líder uruguaio de esquerda Líber Seregni. Vai  entender! Líber não pode repetir a tradição familiar porque teve apenas filhas. Hitler pai já havia virado notícia em seu país quando um cineasta alemão o entrevistou para seu documentário Dos Hitleres que contava sua estória e de outro distinto senhor com o mesmo nome , Hitler da Silva ( que teria um irmão chamado Mussolini não fosse a resistência de sua mãe!). Como é levar o nome de um genocida em um povoado no bojo do Uruguai?  Deixo aqui a dica da matéria AQUI!!! E abaixo o trailer do documentário do cineasta alemão. Fiquei louca para assistir.

 

La vie en rose

10 ago

Magendie, o clima também é light

Outro dia – eu não vou dar nomes   – em um almoço de comadres, discutimos a culpa que sentimos ao sermos felizes em Buenos Aires. Parece absurdo, mas é verdade! Não nos ensinam a ser feliz na escola. Não te dizem como é chegar lá. E, principalmente, não te falam que ser feliz não significa enlouquecer de júbilo todos os dias. Esquecem de contar-nos que a felicidade reside “clandestina” nas pequenas alegrias. É feita de um material translucido e efêmero, mas não deixa de ser o heroísmo dos pequenos contentamentos. Não é estar na crista da onda em todos os momentos e  sim surfar uma onda com seus altos e baixos e erguer-se com dignidade depois dos caixotes. É não dar tanta importância aos “caldos” do mar da vida. Quantas pessoas neste momento estão sendo felizes às escondidas? A felicidade talvez seja a última das grandes subversões.

Não sou a única, como vim a constatar , que é feliz em Buenos Aires.Neste momento, muita gente está sendo feliz em Buenos Aires.Um contingente enorme de pessoas veio virar a mesa com um único objetivo em comum: ser feliz em Buenos Aires. Seja qualquer for seu motivo:  estudar, bel far niente, trabalhar, mudar de Aires, o comércio desta Capital, para muita gente que conheço, é felicidade. Estamos contrabandeando felicidade. Viemos mudar de vida, recomeçar, tentar outra vez. Viemos tomar café, vinho, comer doce de leite, ler poesia, ir ao teatro, cinema, exposições, festivais, dançar tango, beber fernet, caminhar sob alamedas, escrever, ler, apaixonar-nos e estudar francês.Eu não vim estudar Frances. Mas estou estudando Frances em Buenos Aires. Faz parte do “porque não estudar Frances em Buenos Aires?”E outro dia comecei um curso de contos.

Nas segundas feiras, pela noite, nos reunimos em um distinto apartamento em Palermo para lermos. Eu, outra jornalista, duas graduadas em ciências políticas, duas senhoras aposentadas e nossa professora de literatura. É isso, sem nenhum motivo prático, as nove da noite de segunda-feira lemos Quiroga. Por quê? Porque não ler Horário Quiroga juntas as nove da noite de uma segunda-feira em Buenos Aires? 

Ultimamente estou explorando meu francês. Ma français est trés bizarre. Os cursos na Capital são um terço do que pagaria no Brasil. E sabe-se lá porque, entrei num Buenos Aires em français mode.

Oui, Oui, Je suis heureux !

Domingo fui feliz a um brunch em Palermo Hollywood. Não havia explorado ainda este bairro. Vou explicar rapidamente. Não sei por que Palermos ganham estes sobrenomes esnobes. Acho que é parte da especulação imobiliária. O fato é que temos Palermo Viejo, Chico, Soho, Alto e Hollywood. É tão ridícula a situação que o bairro acima, imediatamente adjacente, de nome Colegiales, chamamos, a título de piada, de Palermo High School.

Comidinha de primeira

Desci no metrô de Carranza. E, vejam só, Palermo Hollywood é Holiúdiano. Ares de aristocracia velha modernizada, cheio de gente descolada com aqueles óculos de Risky Business, caras e bocas, ar invernal, arvores altas, e descascando em cinza, casarões e prédios novos em harmonia, tudo sob a luz amarela de inverno. E o brunch? Uma hora de espera por uma mesa dentro do Oui Oui (Nicaragua, 6068). Uma filial de paraíso com bouquets rosas secas pendurados nas paredes, menus escritos com caligrafia caprichada a giz, um ar de cozinha kirsh francesa e pratos simples e deliciosos me fizeram feliz nesse domingo. Comemos ovos, bacon, batatas e sopa de abobora. Estava tudo ótimo, de um ótimo tranqüilo, não era a culinária de Ferran Adriá, mas também não era aquela milanesa frita no óleo que viu Perón chegar á presidência. Adorei e deixo a dica. Leve seu Clarín, Página 12 e La Nación para dar uma volta em Palermo Holiúdi no domingo.

Afrique!Bereber, para ser feliz tambien!

Ainda em français, mais pro lado français afrique, fui feliz comendo esta semana no Bereber ( Armenia 1880), um restaurante marroquino, que passa longe do barato( felicidade não tem preço, não é mesmo?) , mas é que é uma super dica para ir a dois, impressionar a patroa, curtir um tajine, um couscous, um cordeiro. A boa é pedir o menu de degustação e ficar gemendo a cada garfada nas cumbuquinhas de barro. Não é um farnel, não é barato, mas estava tudo trés gostoso. E um vinho de 55 pesos ( que é bem caro para meus padrões e até padrões argentinos) , Tapiz, faz descer tudo que é uma beleza.  

 

Ser feliz comendo light

Outro dia, minha amiga Vivi me fez muito feliz ao me levar para comer leve e sano no  Magendie ( Honduras 5900).Lá um quadro conta a estorinha de como seguem a risca os ensinamentos do fisiologista francês François Magendie e propõem uma refeição super balanceada com 0% de gordura, 0% açúcar e tudo orgânico. Não deixam de lado, no entanto, o sabor. O cardápio de almoço não ultrapassa 38 pesos e inclui uma sopinha, um prato principal e uma bebida ( pode ser um vinhozinho).   Uma barganha! 

Eterna Cadencia: Borges acreditava que o paraíso era uma espécie de livraria. Eu também!

O lugar perfeito para estudar debruçada sobre um brownie!

Finalmente, fui feliz esta tarde estudando sobre um brownie no café da Livraria Eterna Cadencia ( Honduras, 5574), poucas quadras do Magendie. Tudo bem que passo pela porta e peço para quem for minha companhia esconder meu cartão de crédito para que ele não saia em uma excursão pela Disneylândia literária. O café propriamente dito é um espaço incrível, uma Meca do saber, com um café em um pátio doce, com plantas, livros e quadros, sem cardápio, na companhia de meus escritores favoritos. Estou curtindo La vie en Rose em Buenos Aires. Non rien, non rien, non je ne regrette non rien…

Meus amigos: gente fina, elegante e sincera, sendo felizes em Buenos Aires

Cinema Verde

10 ago

 

Começa quinta-feira o Green Film Fest, mostra de cinema ambiental que vai até o dia 16 no Cinemark Palermo. Sao dez dos filmes mais premiados sobre meio ambiente. A idéia é conscientizar por meio da cultura e entretenimento. Infelizmente ( ou nao), eu e blog vamos dar uma voltinha pela o sul da America do Sul ( faleremos disso depois) e nao poderemos ir, mas fica a dica. Para a programaçao completa, acesse o site AQUI!!!!