No voy en Tren

28 abr

Hoy dijo Hernan: No voy en tren!

Nos bons ares de Buenos Aires não se pode voar. Pelo menos não sem autorização. Isso frustrou hoje o vôo de Hernán Pitocco que quando aterrissou hoje numa pequena praça da 9 Julio com sua mochilinha motorizada  foi abordado por autoridades locais como uma ameaça ao espaço aéreo nacional. Incluso a rota de Cristina Kirchner. Pitocco, que chegou a dizer que não era nenhum loquinho, nem improvisado, é um conhecido parapentista  ( um dos melhores do mundo, segundo o artigo abaixo) e disse estar atrasado para uma entrevista. Optou por um meio de transporte mais rápido, já que o transito da cidade, e os transportes públicos da capital, estão cada vez mais impraticáveis.

É mais um dia na metrópole com seus gênios e loucos, muitas vezes os gênios se confundindo com os loucos e vice versa. São cenas que te enchem os olhos, às vezes te esvaziam o coração ou te inundam a alma de esperança, tudo de uma vez só na grande sopa de gente que é este Rincón do mundo. Um mendigo entra na rede de farmácias locais, Farmacity, toma um banho de perfume e deixa incólume o lugar. Um cego me indica que a rua Piedras é a próxima. Um menino leva sua cobra Píton para tomar sol nas veredas de Palermo.

 

Eu acredito no louco e gênio Pitocco que disse hoje No Voy en Tren e deixou a caótica cidade pequena para vê-la de cima. Não pegou o vagão cheio, desses que você acha que vai acidentalmente beijar a pessoa que está a sua frente por pura falta de espaço para a sua cara, não pegou cortes por causa da manifestação de professores na Corrientes, não viu o taxímetro disparar enquanto a Santa Fe movia-se dois centímetros por hora. Tem dias, na cidade, em que voar é preciso, viver não.

QUEM É HERNAN PITOCCO…

2 Respostas to “No voy en Tren”

  1. Vivi 28 de abril de 2011 às 2:04 AM #

    Super, Gabi! Nesse meu dia nostálgico, então, nem se fale! Quero maiores comentários depois sobre o mendigo na farmacity. Adorei!

  2. Virson Holderbaum 29 de abril de 2011 às 1:45 PM #

    Gabi

    Quem nos dera tivessemos no Patropi os trens de Buenos Aires. Mas reconheço, o rapaz do parapente deve ter provocado aquele frisson na paisagem portenha…

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