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Tango Off Road

9 jul

 

Tanguerias tradicionais, nada de jantar com tango!

O Jornal Argentino La Nación traz hoje uma matéria super útil sobre locais de tango fora do circuito mais batido. São milongas de “barrio” que não “se cotizam em dólares ou em euro”  e nem em reais. Para fugir da velha “cena com tango” pela qual me perguntam todos os brasileiros em visita á cidade.  Esqueça jantar com tango, meia arrastão e todo espetáculo teatral para turistas. Caia numa verdadeira milonga de bairro, onde os locais se deliciam com ritmos clássicos, mas sem o Mise-en-scène todo.

Não é o tango para exportação é a música que acontece apesar do turismo.  Nas tanguerías da matéria circulam locais, turistas mais aventureiros e tribos de rock n tango, num ambiente tipicamente porteño que evocam os ritmos clássicos que ganharam mundo.

 

La Garufa, a Naçoes Unidas do Tango

Em alguns lugares já sou habitué como a A Catedral do Tango ( veja meu post sobre este lugar incrível aqui! ) e o CAFF, onde a orquestra Típica Fernández Fierro deixa boquiabertos todos os sortudos expectadores que optam por ela nas quartas-feiras a noite. E também a noite La Garufa, no Centro Cultural Konex, a Nações Unidos do Tango, onde estrangeiros e porteños vão ensaiar seus passinhos.

Orquestra Fernández Fierro Arrasa!

Um detalhe: os preços também são tão locais quanto o tango. Nada para turistas. Vale à pena conferir. Leia a matéria na íntegra, com direito a mapinha do circuito e tudo. AQUIIII!!!!!

Três Tangos e um Funeral

24 jun

Uma casa para o espiríto

Nem me lembro exatamente em que contexto fomos parar lá. Meus amigos falavam deste lugar, eu queria mesmo é ter ficado no jazz do Ladran Sancho, onde um baterista cotó fazia com meio braço o que eu jamais seria capaz de fazer com meus dois membros inteiros. Saímos no auge da Jam session, fui de má vontade. Quando chegamos, olhei para a porta sem características marcantes de Sarmiento 4006 e continuei com má vontade. Subi a velha escada de ferro e amaldiçoei minha sorte. Nessa noite, não pagamos os dez pesos da entrada. Jorgelina , professora de tango da casa, e hoje minha amiga, veio nos liberar na porta. Fui devagarzinho pelo tapume e tive certeza de abrir uma cortina. Mas, essa cortina, conforme comprovei inúmeras vezes posteriores, nunca existiu.

 

Um lugarzinho como nenhum outro no mundo

A Catedral do Tango fica num velho galpão de construção original de 1880, no coração do bairro de Almagro. Já foi uma leiteria, silo de soja, açougue e finalmente o que é hoje: um dos melhores lugares de tango e chacarera da cidade, segredo bem guardado, mistura de underground com ponto turístico.

Com teto de 12 metros de altura, chão de madeira antiga, meia luz avermelhada, salão generoso,  decoração impressionante, a Catedral do Tango parece o filho hibrido de Almodóvar, Fellini e Kubrick. Contam que o enorme quadro de Gardel  (praticamente um outdoor) durante os tempos de gripe, ganhou uma enorme máscara também. Metáfora bem representativa do que é o lugar. Um templo que trata como religião o tango.

 

Quarta- feira passada na Catedral:Buenos Aires é uma cidade de músicos ( foto by Jacó)

Desde dezembro freqüento quando posso os tangos da terça-feira. Para mim, o melhor dia. Não há muito que falar senão que um item importantíssimo da decoração é um enorme coração humano, do tamanho de um carro popular, pendurado no teto. Sabe-se lá porque a cozinha é vegetariana e a carta de vinhos não é lá grandes coisas. Mas, a música e paixão são  de primeiríssima.  Tem noites que chego mais cedo e fico observando a aula de tango, noutras vou depois da meia noite, trato de me encher de fernet com coca e estar bem altinha quando chega a banda de sopros com os três tangos de Gardel.  Passo muito tempo também na área de fumantes, nas cocheiras do lugar, de olho na cozinha  e nos músicos que fazem rodinhas paralelas. Buenos Aires é, sobretudo, uma cidade de músicos

 

Uma casa para o espirito...

Eles estão por todas as partes com seus violões e acordeons, suas vozes tristes em semblantes jovens, seu tango de mochila, seu rock de Fito Paez. Impossível não escutar as vozes da cidade que, em noites de lua cheia, latem mais que os cachorros. No entanto, se não escrevi antes sobre a Catedral foi por ciúmes. Estou como Borges desenvolvendo um enorme sentimento de possessão por Buenos Aires. Ela é minha e eu sou dela e, como toda paixão escorpiana, não quero que seja de mais ninguém.

Fidelio!

Mas não é isso que vem acontecendo. Tenho sido impelida a compartir minha Buenos Aires com aqueles que vêm me ver, aqueles que querem vir me ver e aqueles que querem ver Buenos Aires como a vejo. Eu sou obrigada abrir mão do meu egoísmo e compartilhar sob pena de me tornar uma avarenta de alma, uma tacanha de espírito. Às vezes, estou na Catedral e me sinto numa festinha da família Adams, noutras numa cena de Amacord, um filme do Pasolini, num tango de Piazzola, perdida e subversiva como na obra de Bertolucci.

 Tem dias que, acompanhados por músicos insistentes e borrachos, ficamos até o sol varar as altíssimas janelas do salão e quando saímos para a rua descobrimos que realmente a Catedral reside numa galáxia paralela, três buracos negros distantes do resto do mundo. Noutros dias acho que vão me pedir uma senha para entrar, como no filme Olhos Bem fechados do Kubrick. Fidelio, fidelio, fidelio!!!!!!

 

 

Ah, e os três tangos são Volver, Por Una Cabeza e Cambalache. E o funeral é do meu fígado, com ritos fúnebres realizados esta manhã e que ontem a noite foi flambado em Fernet. E para saber mais sobre a Catedral do Tango clique aqui!!! A aula do século é de Jorgelina Contreras, entidade do tango, milonga e folclore encarnada. Confira a grade horários no site e use com parcimônia.

Traduzindo Argentina

11 jun

Um olhar global sobre os assuntos locais. Este é a proposta do site Traducir Argentina, espaço em que acabo de me tornar staff contribuindo com artigos, matérias e notas. O conceito é simples: decodificar este país louco, cheio de contradições e dilemas existenciais que é a Argentina por meio de uma lupa multicultural de quem, pela a primeira vez, emerge na cultura desse extremo sul do mundo. O projeto é do jornalista e professor universitário de comunicação argentino Mariano Garcia e traz como staff, olha que cousa, nada mais nada menos que muá, que além de arroz de festa na Argentina, sou bloggeira, estudante, freelancer e agora reportera!!!!Acabo de encurtar drasticamente meus horários de sono, tudo bem, oito horas é mesmo uma utopia no mundo moderno.

Traduzindo Argentina, uma proposta inovadora. Jornalismo sério sem perder o riso fácil!

A equipe, de diversas partes do mundo,  compartilha suas visões sobre os fatos da realidade local (sociedade, política nacional e internacional, cultura, economia, entretenimento e interesses gerais) de uma maneira direta, divertida e informal.  O projeto é a expansão do programa de rádio “Traduzindo Argentina”, que durante todo o ano de 2009 foi transmitido pela radio Palermo. Agora, com o jornalismo digital, nós ajustamos para expandir as fronteiras de análise e debatermos os assuntos do cotidiano argentino de forma informativa com o auxilio luxuoso da vivencia internacional da equipe.

E este timaço conta com profissionais de economia, jornalismo, relações internacionais, literatura e cultura e tem como única linha editorial a variedade e liberdade de pensamento. Ah, e tem mais, marca minha estréia como escritora em espanhol! Confiram, divulguem, espalhem essa palavra!o palabra….

Para esta tradução da Argentina clique AQUIIIII!!!!!!!!

Para um link direto a minha matéria clique ACÁAAA!

Bandido Corazón: Los Paquitos y la Ciudad

2 jun

Escute aqui las canciones que hacen dooooler mucho

 el corazón:  Dos Puñales

 

Imagine um climinha “welcome to the hotel cafifornia” encontra  “welcome to tihuana, con el coyote no hay aduana”. Pense em uma tarde no México que se esvai sobre uma marguerita numa vila poeirenta, uma noite num prostíbulo de beira de estrada na Colômbia, com um je ne sais quoi de nostalgia a la Riviera capaz de aquecer o coração do mais despeitado cético.

Ay ay ay canta y no llores...

Organize-se para deixar seus preconceitos em casa e render-se a  um som semi – mariache que te fará deslizar os pezinhos por debaixo da mesa acompanhando um queixoso acordeom e um choroso vocal. 

Ou mesmo para deslizar com seu par como se estivesse num bailinho da década de cinqüenta em Lima. E prepare-se para fazer tudo isso em Buenos Aires.

Como resgate da cultura Latino Americana, os sete integrantes da banda porteña Los Paquitos rendem sérias homenagens a cantores  latinos “nem sempre suficientemente homenageados”, como o colombiano Diomedes Díaz, o cubano Eliades Ochoa, o venezuelano Simon Díaz, o peruano Chabuca Granda entre outros, além cantora mexicana que dá nome ao grupo , Paquita La del Bario.  E claro, Lila Downs. Só gene fina, elegante e sincera.

Para salir bailando...

Com um recital por vezes intimista e outras performático, oscilando do romântico ao maldito, Los Paquitos oferecem um show que, como eles mesmos definem,  “percorre com o equilíbrio de um bêbado os caminhos do amor e do desamor com todos os sabores e paisagens que pode oferecer a viagem”.

Leve sua maraca imaginária!

   O ritmo? Vallenato , cumbia colombiana, ranchera, joropo, música popular italiana, bolero e uma série de estilos musicais que não sei distinguir, mas me fazem assobiar e tocar macacas imaginárias.

Como duele el corazón!

A última apresentação de los mariachis porteños foi no dia 15 do mês passado no Urbano Espacio Cultural, em Villa Crespo.  O próximo show, como os romances mexicanos, ainda é incerto.  No sábado rola um recital prive no aniversário de uma amiga. Estou me super sentindo sortuda por poder, mais uma vez, assistir a los chiquitos em seu show “emotivo e esperançoso para corações partidos”. AY ay ay!!!

Mi casa es su casa!

Vou postando por aqui as próximas datas, mas, para quem não confia na memória disléxica desta bloggeira, quer escutar  um bocadinho de latinidade ou saber um pouco mais sobre Los Hermanitos clique AQUI!

Ou Aqui!

Aqui também!!!!

Ay bandido corazón!

 

 

Como a Tropicália, de Festival em Festival…

29 maio

A banda espanhola Marlango abre o festival para desespero de nossos pés cansados...

Mal nos recuperados do bicentenário e a cidade já está nos chamando. Muitos de nós ainda estão enfiados nos escalda-pés, sem voz, com tosse, rouquidão, dor nas costas e outras efeitos colaterais da alegria que tomou conta da gente no fim de semana passado por conta do Bicentenário Argentino.

Mas, como Nova Iorque, Buenos Aires também é a cidade que não dorme. E, pior, que não deixa os outros dormirem! Esta entidade enorme, ao qual nos submetemos como ovelhinhas para abate, nos arrasta por ai com seus braços de concreto , nos envolvendo com sua doce melodia de decadence avec elegance e não nos deixa descansar, procrastinar, parar…

Os dias são tão intensos que há semanas, que ao final, minha energia acaba por completo, sem restar nada, um resquício para lavar a louça, fazer o café ou ler um livro. São momentos de exaustão extasiada tão intensos que, às vezes, uma noite bem dormida passa longe do suficiente. É preciso uma noite, um dia, outra noite. É necessário absorver como um desses computadores da Matrix uma quantidade enorme de emoções, informações, acontecimentos, pensamentos e novas construções. E como a tropicália vivemos de festival em festival.

Com uma Fênix nascida dos excessos do Bicentenário ressurgimos das cinzas para o próximo happening da capital. O Festival Ciudad Emergente, que começa no próximo dia 02 de junho, vem com uma série de surpresas e atrações que não conhecemos mas que, ao final, vão acabar morando no nosso Ipod.

A primeira atração traz a balada atriz espanhola, namorada do meu queridinho Jorge Drexler, Leonor Waitling, e sua banda Marlango ao Centro Cultural da Recoleta, no próximo dia 02 de junho. Com acordes leves, um pouco de jazz , indie, rock e folk, o grupo espanhol  é um bálsamo melódico para os ouvidos cansados do Bicentenário.  As canções entoadas nas pontas dos pés, em inglês, e algumas poucas em castelhano, seus pianos chuvosos, bateria discreta e acordes gotejantes são ligeiras, leves e agradáveis.  Abertura as 19h, fica a cargo do projeto alternativo Les Mentettes Orquestra.

No dia seguinte, é a vez do banda local Nairobi num dueto com o músico da Guiana Mad Professor que já mixou  pesos pesados como Massive Attack, Sade, the Orb, the KLF, Beastie Boys, Jamiroquai, Rancid e Depeche Mode.  O show começa às 21h, mas é precedido por um monte de atrações  interessantes.  Além dos inúmeros shows, de gente que ainda estou conhecendo, escutando e me inteirando, postando aqui na medida do possível, há ainda muita dança de rua ( pretendo não perder a homenagem a Michael Jackson), exibição de documentários ( tem pelo menos uns dois obre o The Smiths que eu quero ir), leitura de poesias ( ando pulando estes programas) e exposições de arte urbana, entre outras cositas mais.  

Lá vamos nós outra vez!

Cofinra a programaçao completa AQUI!

Clandestina: Rebolation e a Cidade parte II ( a missão)

26 maio

Por razões antropológicas ( e antropológicas only!) este fim de semana rebolei mais uma vez em Buenos Aires. E, novamente, me deparei com os branquinhos de rastafári, o Jam jamaicano, o inferninho de Jah, em uma festa que um clássico na cidade: a itinerante Clandestina que dessa vez se celebrou no Club Groove, coincidentemente no muy upper class bairro de Palermo.  Novamente, o cenário não lembrava nem vagamente as clássicas milongas, nenhum rastro borgiano, nenhum bocadinho de Gardel.  

Os criativos panfletos da festa que é um clássico na capital

O pau comia no Black style mesmo, na africanidade, caribenho, latino, qualquer coisa que não fosse muito comportado não. Ate as sete da manha estivemos sacudindo o corpinho.

Vou confessar que houve um momento cumbia que foi desagradável. Um monte de ritmos desconhecidos embalados por rodinhas de adolescentes que cantavam letras que nunca ouvi  e se emaranhavam naquele confronto de porradinha que foi um desconfortável deja vu de uma adolescência que não fazia a menor questão de recordar.  

Flyers básciso da festenha

Mas, de maneira geral, nos divertimos tomando um espumante suspeito de 20 reais com enérgico (fato que desencadeou uma greve geral do meu organismo no dia seguinte), balançando o corpinho quando a musica nos permitia e curtindo as deliciosas performances de acrobacia, malabares e palhaços do grupo circense clowndestino que entremeavam a noite com um pouco de cultura que, alias, nunca falta em Buenos Aires. Fica o elogio.

O genial Clowndestino, un habitué nas festas Clandestinas

Grande pedida para aquele momento  “ cansei de ser classuda (o) em Buenos Aires e o que quero mesmo e requebrar ate o chão” .

Para se ligar no próximo rebolation da cidade fique ligado na programação aqui.

O Rebolation e a Cidade

17 maio

It is time

Tire seu nike colorido cano alto do armário. Alongue-se. Invista num visual desolado. Entre no elevador e aperte: anos 80. Você vai para um ragga em Buenos Aires.  Esqueça a elegância das milongas, a cadencia eloqüente do acordeon, a voz clássica de Gardel, a costura suave de pernas delineadas no ar, o olho no olho, a melancolia das letras, aqui tango não entra.   

 Nenhuma sutileza é permitida. Prepare-se para rebolar, chacoalhar, tremer, balançar ao mais puro som afro-jamaicano.  Organize-se para perder a compostura, suar mais do que carnaval na Bahia, ralar no chão e bambolear num ritmo frenético que bem podia estar nos melhores Dance Halls de Kingston. Não, você não está num gueto rastafári e sim no centro do bairro mais almofadinha da capital, Palermo, a passos da artéria urbana Av. Córdoba, a poucas estações de metrô do Obelisco, chacoalhando como se não houvesse amanhã no Caribe. 

Na festinha mais  ragga da cidade no problem man. A Dymanic Raggae Sound Clash, na boate Niceto ( NicetoVega 5510), Palermo , já comemora três anos de muito rebolation porteño.Globalização em níveis alarmantes,nada de argentinos com aquela cara de recreio de jogo de pólo, no mullets, no Boca T shirts, nada de cabelinhos empapados no gel. Os branquelos desfilam com rastas enormes, calças caindo, modelito summertime na pista de skate; uma tarde no Brookyn, uma noite no Afrika Bambata.  Bora lá. Nada de hermanitos com movimentos robóticos de quadris, a dancinha do boneco do posto, aqui o rebolation é sério e requebrar até o chão não é mais do que obrigação. No salão principal o Ska aquece os músculos para o inferninho adjacente ao salão principal que, digamos de passagem,  não é para claustrofóbicos, o roça roça é inevitável.  De aí em diante é aceitar o conselho da Marta Suplicy. 

 

A fauna e a flora são um capitulo a parte e, se seu negócio é safári urbano, aqui encontrou seu lugar. Embora o ritmo negro seja o grito da vez, a presença de melanina pára por aí. É mesmo aquele pessoal que perdeu o verão na patagônia dançando como se fosse feriado em Madagascar.  A música é realmente bombástica, além de bela desculpa para perder a decência. Em uma cidade tão erudita e elegante, onde até as crianças tem um ar borgiano, às vezes é preciso quebrar o decoro parlamentar.   

É pretexto certo para latinoamericanizar-se, africanizar-se, embebedar-se e perder-se na névoa de maconha que dispensa os tradicionais canhões de fumaça que se encontram nas boates que ainda não perderam o hábito de nos intoxicar. E também o ticket para uma Buenos Aires que não se paga em euros, não figura nos guias de turismo, não faz parte do city tour no infame ônibus de dois andares.  Nada contra a milonga, mas tem dias o rebolation é inveitável.  Com o frio intensificando-se, o ragga porteño é a medida certa contra a hipotermia. Chão, chão, chão! 

Confira aqui 

O Ragga e o Mundo 

O Ragga é um gênero musical que nasceu na Jamaica nos anos 80, sendo a canção  “Under Mi Sleng Teng” de Wayne Smith um dos seus primeiros marcos. Com o tempo, o ragga se expandiu para além do Caribe.  Uma mistura de reggae, ritmos eletrônicos, ska, hip hop, entre outros gêneros, o ragga possuí adeptos em todo o mundo