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O último Tango em Baires

15 maio

No importa cuánto tango hay en tu vida, sino cuánta vida hay en tu tango.”

Depois de minhas primeiras aulas de tango logo quando cheguei aqui, ficou bem claro para mim que um chimpanzé desliza com mais leveza sobre a pista que eu. Incapaz de caminhar e mascar chiclete ao mesmo tempo sou uma dessas pessoas cuja coordenação monotora bate na trave num psicotécnico. Tenho certeza que meus pais colocaram mais ênfases em meu desenvolvimento intelectual que o motor. Aos seis anos eu lia o Manifesto Comunista em Quadrinhos e dava discursos ao proletariado imaginário, mas era incapaz de subir uma escada e falar ao mesmo tempo. Pobre de mamãe e papai me tornei aquela pessoa que quando passa derruba tudo e deixa um rastro de destruição a sua volta mas sem me transformar em cientista nuclear em troca.

Por isso, depois de apenas umas poucas classes dei adeus ao sonho de dançar tango. E , para ser sincera, deixei de dar bola para o gênero. Ei, se não posso dançar não é minha revolução, copia?

Um tango pode ser modernoso…

É um pouco meu momento What da fuck quando chegam as visitas ávidas por um tango a la Brodway com direito a brilhantina, meia arrastão e ingresso em dólares.Não vou,  não pago, te levo ao taxi na esquina, faço até a reserva. Mas, confesso não é a minha. Não é preconceito, alguém já viu algum carioca que curta dar uma de turista num show de mulatas passistas?

Para quem acha que é mole!

Eu sei que o tango vai muito além disso. E tenho amigos que sabem do que estou falando, entendem de tango. Vide minha grande amiga Gisele Teixeira e seu super blog, isso sim é uma especialista. E ainda bem que existem os especialistas. Não é meu caso. Adoro ver um casal de velhos amantes zigzaguear pela pista num clube de bairro. Algo dentro de mim treme com um velho Piazolla. Mas isso é tudo.

Um bom Piazolla…nao gostar é como desprezar uma noite de lua cheia…

Com respeito a velha alma Argentina você terá minha companhia em algumas poucas ocasiões. Nas quartas-feiras no CAFF, para beber até o sol raiar na Peña del Colorado (lembrem-me de fazer um post sobre este lugar), se eu não tiver que trabalhar no dia seguinte na Catedral do Tango, se eu estiver num espirito aventureiro no Lo de Roberto. Que ninguém me interprete mal, não há como não amar o tango. É como não gostar de ver um belo por do sol. Talvez Borges, mas ele era um esnobe.

Mas é possível que eu te siga fácil em um bom show de uma orquestra de tango eletrônico (como te seguiria para qualquer milonga underground). Eu sei que tem muita coisa boa que ficou enfadonha virando musica de novela, propaganda de perfume, mas eu adoro um somzinho diferente. E boa coisa para bloggeiros preguiçosos e ocupados como eu é quando os grandes amigos jornalistas decidem escrever algo sobre o assunto te poupando de toda a pesquisa. Foi o que aconteceu hoje com a ótima matéria da minha amiga Marina Mota, um belo inventário sobre o estilo.

Deixo Marina e seu decibéis tangueros publicada no Valor Economico AQUI!

Feira do Livro de Buenos Aires: Prazeres mundanos e intelectuais

24 abr

É sempre especial estar em Buenos Aires na época da Feria Del Libro. Tenho memórias antológicas de ocasiões especiais passadas a sombra de La Rural, na Plaza Itália, como o show do Caetano Veloso a dois anos atrás na abertura da Feira. Caetano lotou a Av. Sarmiento em um dos meus momentos mágicos de minha estádia por aqui e fazendo portenhos cantarem como nunca.

A Feira do Livro em Buenos Aires é definitivamente um dos eventos mais esperados do ano no meu calendário.

Domingo vivi mais um grande momento antológico durante minha primeira visita a feira. Eu e outras milhares de pessoas assistimos a palestra de uma das vozes mais lúcidas do século durante mais de uma hora e meia de puro, puro, puro deleite intelectual. Não vou negar que um dos meus momentos históricos favoritos dos últimos anos é a entrega do livro A veias Abertas da América Latina por parte do presidente Venezuelano Hugo Chávez ao yankee Barack Obama.

O rock star das esquerdas Eduardo Galeano é um dos meus escritores favoritos e pelo visto das massas portenhas também.

Ontem, milhares de pessoas aguentaram a primeira onda de frio outonal e filas kilometricas pela chance de ouvir por um par de horinhas as palavras de um homem que acredita, como eu e tantos outros eternamente indignados, que o mundo está de pernas pro ar.

Valeu cada minuto, mestre Galeano.

Difícil definir quem ouvir, o que comprar, quem ver , como o festival de cinema de Buenos Aires, o Bafici, você pode terminar assistindo a algo tão enfadonho como uma ida ao dentista, um filme iraniano que trocaria por duas horas de câncer, ou a palestra da sua vida, uma orgia literária de orgasmos múltiplos como a exposição de Eduardo Galeano domingo, que fez meu lado velha esquerda, militante de mesa de bar saltar de prazer marxista.

Dando uma breve olhada nos convidados internacionais, na minha agenda pessoal e intransferível, minhas recomendações ficam com a palestra do escritor mexicano Carlos Fuentes (01 de maio) e uma escritora que eu acho bacaninha, Sandra Cisneros (05 de Maio), Americana. Mas fora isso tem todo o zum zum zum da feira, as jornadas literárias, os cursos, firma de livros e o delicioso bel bar niente do turismo entre os stands, soltando o cartão de credito por uma boa causa.

Não vou negar que se antes tinha paciência para longas jornadas com nomes pedantes e minúcias literárias tipo Borges- Kafta, similitudes estéticas ( estória real)…hoje me entrego sem culpa aos prazeres consumistas de comprar um bom livrinho ilustrado com projeto gráfico impecável por 100 pesos ao invés de 5 exemples dos clássicos da literatura de bolso no monte a granel.

Carlos Fuentes, imperdivel.

Menos Checov e mais quadrinhos, minha verdade senhores é essa. O ultimo livro sobre Grafiti em Buenos Aires, a nova edição de um clássico beatnik Japonês, aquele livro de receitas Gregas…

Meu negócio com a feira agora é cavucar. Você irá me encontrar agachada entre as prateleiras estranhas como de literatura infanto juvenil tentando encontrar acocorada o ilustrador perfeito entre montanhas de entulho literário, ou barganhando por livros de autores desconhecidos e títulos estranhos.  Eu definitivamente já tenho os clássicos e, verdade seja dita, faz muito tempo que um escritor contemporâneo nao faz girar meu mundo. Durante meu breve tour domingo, ainda passando por espasmos intelectuais pós coito após a palestra do Galeano, encontrei umas perolas.

Durante meu breve tour domingo, ainda passando por espasmos intelectuais pós coito após a palestra do Galeano, encontrei umas perolas como o livro La Venganza Inmortal. Um layout de morrer...

Tenho que confessar sair de lá a feliz proprietária de um livro sobre Mandalas ( que veio com lápis de cor para colori-las) e um manifesto de ódio muito bem editado contra os ex namorados.

 

 

La Venganza Inmoral, tipo de prazer mundando que ando privelegiando sobre os prazeres intelectuais...

Quem nunca cantou “você pagou com traição a quem sempre te deu a mao” que atire a primeira pedra. O livro La Vengaza Inmortal é um típico exemplo do que busca “Gaby” na feira do livro. Estou sempre atenta atrás de uma esquisitice para me resgatar do mundo das anêmonas e Best Sellers. O projeto gráfico tchutchuca, ilustrações geniais e uma compilação de frases venosas que internautas deixaram na pagina (que acho está fora do ar) WWW.dejaleunmensajeatuex.com fazem da primeira compra na feira este ano um achado.

Sinto sua falta, mas meu cartão de crédito não.”

“Me devolve o cachorro, quem o pagou fui eu.”

“Durmo em uma penthouse no 11 andar com vista para rio. E você como anda?”

“Você sempre me dizia que eu merecia algo melhor. Voce tinha razão.”

Tudo isso em letras garrafais, ilustrações de morrer por meros 30 pesitos.

Com isso termino com minha mensagem e um conselho: vagabundear pela Feira do Livro em Buenos Aires, comprar um monte de besteira, assistir a escritores que já estão dobrando o cabo da boa esperança e aproveitar o clima café literário que invade a cidade esta época do ano.

 

Fechas y horarios

 19 de abril al 7 de mayo de 2012

 La Feria está abierta para todo público hasta el lunes 7 de mayo, feriados inclusive, y en los siguientes horarios:

 ◦Domingos a jueves, de 14:00 a 22:00

◦Viernes y sábados, de 14:00 a 23:00

◦Domingo 29 de abril, de 14:00 a 01:00, horario extendido

 por celebrarse La Noche de la Ciudad en la Feria del Libro

◦Lunes 30 de abril, de 14:00 a 23:00

◦Lunes a jueves: $20.

◦Viernes, sábados, domingos y feriados: $26

Criolar em Buenos Aires

24 mar

Viver fora do país não necessariamente implica em estar fora da cena musical de seu país. E uma coisa legal de Buenos Aires é que está na rota internacional de artistas muito bacanas Brasileiros. Aqui vi shows que talvez não pudesse pagar no Brasil de graça e outros a preços super acessíveis.

 

Embora o conhecimento musical de muitos argentinos de música brasileira ainda se resuma a balbuciar “Ay si te pégo” ou qualquer outro hit do verão em Camboriú, de uma maneira geral, o brasileiro pode se surpreender com a atenção que los hermanos dão a música do nosso país, a boa música de nosso país.

Em Buenos Aires já tive a oportunidade de assistir shows de pesos pesados como Gilberto Gil e Caetano Veloso de graça. Outros incríveis como Lucas Santanna e Tulipa Ruiz e, este domingo, será a vez do Criolo.

 

Tive a sorte de entrevistá-lo para o jornal e deixo aqui a matéria escrita em inglês para que meus leitores Brasileiros também desfrutem.  Para quem está em Buenos Aires fica a dica. Amanha, dia 25 de marco,  da boate NIceto Vega (Niceto Vega 5510) a partir das 20h30, 50 pesitos só!

PARA LER A MATÉRIA COMPLETA CLIQUE AQUI!

Boemia Peronista

8 mar

"Sabemos perfeitamente que o peronismo nao se proclama e nem se aprende. O peronismo se sente e se comprende".

O jornal La Nacion publicou uma matéria ótima hoje sobre os bares Peronistas de Buenos Aires. Nao deixam de ser bares temáticos. Mas, sinceramente, os que visitei eu gostei. Acho super válido para quem vem a cidade e quer entrar na vibe Evita-Perón. Até porque até para os Argentinos a proposta nao deixa de ser interessante. Eu já tentei abordar o tema peronismo aqui no blog em algumas instancias (sempre cheia de dedos!!!). Perón n Bossa , Perón y Eva  , Viva PerónA intensa vida de Evita depois de morta , etc!

Mas legal mesmo é curtir um poco de historia, tomar um café com Evita, bater um papo com Perón. Eu adicionaria á nota o belo patio do Museu da Evita que nos dias de sol é uma bencao!

Deixo aqui a nota do La Nacion, com mapinha e tudo!

Imperdivel!

Todos ao Barrio Chino!

22 jan

Meio em cima da hora. Mas aqui vai a dica: se você está hoje em Buenos Aires, o lugar para estar é o Bairro Chinês onde se comemora o ano novo hoje. Passei ontem para uma previa e estava lindinho, lâmpadas chinesas até na estação de trem,  comidinhas, barraquinhas de coisinhas, fofas, apresentações e o famoso dragão chinês desfilando. Dizem que a idéia é tocar o dragão apara dar sorte.

Ano novo chino em Belgrano, cheio de comidinhas.

Sorte para tocar-lo, pois a multidão que se instala no Bairro também está tentando fazer o mesmo. E o Barrio Chino é um dos meus lugares preferidos em Buenos Aires. Confira o que eu escrevi sobre este cantinho especial da cidade AQUI! Hoje, fica lotado. A boa noticia é que a festa se espalha por Barrancas de Belgrano, desafogando um pouco as estreitas ruas de Juramento, Arribenos e Montaneses. Em Barrancas ontem, a Glorieta esta lotada de tangueros movendo-se ao som do ritmo.

 

Barrancas de Belgrano lotada, uma previa para hoje.

 

As linhas de ônibus 15, 29 e 64 te deixam na porta da festa. Outra opção é o trem que sai de Retiro. Para quem pode pagar o taxi, a opção é pedir para descer em Arribenos e Juramento, ou mesmo em Barrancas de Belgrano. A linha D do metro te deixa a algumas quadras na estação de Juramento, é só descer em direção a Barrancas.

Estacao de trem de Belgrano C, enfeitada para a festa.

Para conferir a programação completa clique AQUI!Atenção se espera chuvas para a capital hoje.

A organização avisou ontem que a festa não se cancela por chuviscos, mas no caso de um dilúvio os chineses radicados na capital terão que suspender a festa.

Barraquinhas, bombando!

Deixo aqui uma previa de como estará o Bairro hoje, fotos de sábado.

Programacao intensa no Bairro Chino.

Buenos Aires Christmas: Roban a Papá Noel, le sacan los renos y exigen rescate

23 dez

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Eu confesso que ainda estou tentando superar a falta do tender. Ficar sem Peru, vamos lá, eu agüento. Mas, sem minha bolinha preferida eu acho cruel. Cade aquela farofa da sua tia cheia de frutas secas e aquele abacaxi de latinha que só aparece para o natal? Eu quero rabanada e todas as 234567890 calorias que eu tenho direito a consumir no aniversario de Jésa. Quero todas aquelas aves gordas e transgênicas que habitam os fornos brasileiros nesta época.

Onde está a nova classe média dando entrevista nos shoppings abarrotados para o DFTV? Como assim não terá especial do Roberto Carlos? Onde foi parar o elenco da Globo me desejando boas festas?Fatima Bernardes, William Bonner, Tony Ramos!Esqueça, pois Buenos Aires parece não estar na rota do Papai Noel, Pólo Norte sacomé, não é a Patagônia.Eu juro que ando tão ocupada com minha recém criada vida de mártir do jornalismo, trabalhando longas horas como escrava branca para um jornal na Capital, que não havia notado o que amigos em visita a capital me fizeram perceber esta semana: Buenos carece de espírito natalino. Sem juízo de valores. Minha mãe nunca cozinhou um peru. Se o cozinhasse não sei se seria capaz de comer a gororoba. Minha mãe não sabe por uma azeitona numa empada. Nós nunca tivemos ceia de natal em casa.  Vivemos da bondade de outras famílias católicas (somos de ascendência judia) todos esses anos, embora eu deva confessar que nunca tenha achado divertida minha vida de penetra. Mas, devo confessar que, a ausência estética do Natal – e conseqüentemente daquela hipocrisia toda natalina que nos acomete nesta parte do ano – eu ando me rendendo a certa melancolia da ausência.

Se no Brasil proibiram os discos da Simone nas lojas, em Buenos Aires parece que Cristina vetou o natal. Claro que burgueses serão burgueses  sempre. E você não irá achar os corredores do Shopping Alto Palermo vazio a esta altura do ano. Mas, eu juro que ainda não ouvi um jingle Bells, nem John Lennon entoando “So this is Christmas”. Vi um ou dois panetones e não sei nem onde comprar pro meu porteiro uma mini cestinha de natal. Até porque quando sugeri para um amigo argentino que lhe iria comprar um vinho ele me advertiu que o meu porteiro talvez visse o “regalo” como um convite erótico. E não penso em me socializar tanto no condomínio.

Não só você não vai escutar trombetas se vier a Buenos Aires nesta época do ano como também não irá encontrar nenhum clima celestial. O espírito natalino fugiu no buquebus. Il fa un caldo de Madonna, como diriam os Italianos. Parece que alguém botou uma tampa em Buenos Aires e deixou a gente pra ferver dentro. Calor tipo Manaus, quente e humido ( pra quem não conhece o bordão da cidade “lo que mata es la humedad!”)

E não tem bonança de quem foi escroc o ano inteiro e decidiu repensar a vida no natal, lideres sindicais convocam enormes manifestações fechando os acessos da cidade, políticos têm ataques verborrágicos, o congresso não diminui a atividade e para completar queimaram a arvore de natal da Plaza de Mayo. Li um relato ótimo de um bloggeiro brasileiro que dizia que não só não tem natal em Baires como queimaram a ultima arvore de natal da cidade em um protesto relembrando os dez anos do Corralito. Foi mesmo uma cena dantesca que eu acompanhei metade da redação e metade na própria Praça. O dia seguinte foi como chegar a Paris depois de um bombardeio Alemão. A arvore carbonizada, as paredes da catedral pichadas, por mais legitimo que tenha sido o protesto, o resultado só solidificou essa “funny feeling” de onde esconderam o natal nessa cidade. Ei, vocês não vão desacelerar não?

Vamos farofar em Mar Del Plata gente, deixar a cidade vazia, comer Peru, escutar Merry Christmas the War is over!Comprar decorações ridículas, encher a casa de luzinhas. Eu nem sou católica, mas vamos la, um pouquinho de espírito natalino não faz mal a ninguém.

PS: O governo reconstruiu hoje a arvore de natal linchada por manifestantes e adicionou presépio ao composé!Vamos ver quanto tempo ela dura nesse Apocalypse now dos pampas.

Perón N’ Bossa

11 dez

 

Quem segue este blog sabe que eu já tentei explicar Peron e o Peronismo sob protestos dos meus amigos argentinos em inúmeras ocasiões frustradas. Se nem os argentinos estão de acordo em uma definição para o movimento, não serei eu, humilde blogeira, a derrotar essa batalha logística.

Ontem, meus colegas acharam engraçado o fato de que eu, uma brasileira, pudesse cantar a Marcha Peronista na integra. E eu lhes contei que era parte do grupo dos estrangeiros peronistas “Peronistas Gone Wild”, piada é lógico.

O fato é que a marcha peronista é o hino da massa argentina, cantado nas celebrações na Plaza de Mayo e em ocasiões como a posse da presidenta eleita Cristina Kirchner que ontem mudou a rotina de um dia de calor na Capital.

Eu tenho gravado no meu computador – para entreter amigos em visita a Maison de Gaby – varias versões da Marcha Peronista, incluindo heavy metal, jazz e até cumbia. Mas, essa aqui, esta perola digo, supera todas.

Divido aqui, Peron N Bossa porque no peito dos desafinados também bate um peronista.

Calle 13 e os mortos da Lusofonia

18 nov

Eu tenho certa birra com esta coisa do Brasileiro de dar as costas a América do Sul, na verdade a todas as Américas que não sejam a do Estados Unidos. Sao o que chamamos em Relacoes Internacionais de “relaciones especiales”. Grandes porcaria. Historicamente já passamos de traidores a estrábicos a completa cegueira. Desculpo as dimensões continentais, a colonização portuguesa, toda lusofonia e todas as diferencas geridas na distancia. Mas, estamos perdendo na latinidade. E isso fica claro cada vez que alguém troca Bogotá por Miami, Caracas por Orlando, Buenos Aires por Nova Iorque.

Mas bem que podiamos, nao é mesmo?

Wake up Brasil, sejamos locos por ti América. Perdemos bastante em contato artístico, cinema, pintura, literatura e principalmente na Música. Eu sei que existem grandes parcerias históricas, artistas que conseguiram transpor as barreiras lingüísticas e estão ai para provar clássicos feitos em dupla nacionalidade. Ainda sim continuamos perdendo grandes novidades graças aos nossos ouvidos que aceitam melhor ao inglês que ao espanhol.

Eu tive a sorte de uma educação trans-fronteiriça, não por mérito, mas porque meus pais me proporcionaram. Mas, devo confessar que quando volto a casa sou uma das únicas entre os meus amigos a dominar o idioma que reina na maioria dos países do meu continente. Ignorava até então um monte de gente que hoje não sai do meu repertorio, músicos que hoje não vivo sem. Letras que não saem da minha cabeça em ritmos castelhanos que embalam meu coração e chacoalham minha mente.

Musica em espanhol é muito legal. Não há nada de brega nisso. Porque brega mesmo é ficar comprando cultura yankee. Melhor escutar Shakira que muita porcaria Made in USA, um pais cujas diferenças sociais em relação a nos são maiores que similitudes. Das relações que mantivemos com os EUA, as alianças políticas, as traições aos nossos hermanos, rixas inexplicáveis, implicâncias infantis, desconhecimento, estamos perdendo o melhor do nosso quintal. Estamos subaproveitando nossos vizinhos e indo buscar cultura cara e pagando o frete para trazer nos musica de segunda mao, comercial, sem identidade cultural nenhuma, em um Mcdonalds musical que nos faz ignorar a verdadeira comida caseira, aquela que fazem nossos ancestrais de maneira lenta e orgânica.

Tatuagem de uma super fan do Calle 13. "Si quieres un cambio verdadeiro, camina distinto."

Chegaram alguns bons músicos, Pachamama Mercedes Soza e Mano Chao, alguma porcaria veio na mala, perdemos Violeta Parra, desconhecemos em grande parte Jorge Drexler, Kevin Johansen, Charly Garcia, Bersuit, Los Fabulosos Cadilacs, Patricio Rey e redonditos de ricota, Fito Paez, Julieta Venegas, Onda Vaga, Rene Ferrer, Lila Downs e tantos outros que minha infinita ignorância musical não me deixar numerar. Não temos Cumbia . Mas temos samba. E assim vamos de Beyonce em Beyonce, ignorando o resto do continente.  Algo chega à conta gotas, uma parceria com Caetano, Chico ou Lenine. É pouco. A verdade é que tem muito brasileiro ainda acha que musica latinoamericana é aquela versão de my Heart Will Go On da Celine Dion tocada com a flautinha andina irritante da feira hippie. No baila en tu cuerpo alegria Macarena…

Esta semana que passou estava vendo o grupo de Porto Rico Calle 13 triunfar nos Grammys Latinos (confesso que me encolhi de vergonha ao ver os indicados Brasileiros) e seguindo-os de perto no facebook. Eles passaram por aqui e eu perdi por falta de dimdim, mas dei uma passada de vista na turnê Latino Americana. Nenhum show no Brasil! Fiquei meio decepcionada.

O Calle 13 é um grupo espetacular que lançou recentemente um single –  de arrepiar  pelos em lugares que você nem imaginava que os tinha – chamado Latinoamérica ( com pequena participacao da Maria Rita!!!), um tributo a esta latinidade que, pelo menos para mim sinto latir cada dia mais como quando leio algum texto do escritor Uruguaio Eduardo Galeano. Além disso, tenho um lugar especial no meu coração que tem algo a dizer quando tem espaço. O Calle 13 está sempre envolvido com uma causa bacana, da qualidade da educação no continente a luta contra o tráfico de pessoas.

Este post é para isso, para quem não conhece ficar conhecendo o trabalho incrível dessa gente. Eu já tenho engatilhado meu par de maracas imaginarias. Adquira as suas e entre no meu concurso de Air Maracas! Esquece Lady Gaga.Atrevete!

50 escapadinhas Primaveris

28 set

Muita gente quer vir a Buenos Aires. Muitas vezes quem está aqui dentro quer sair de Buenos Aires. É assim que me encontro ultimamente. A Capital, como qualquer outra grande cidade, padece das mesmas chagas cosmopolitatas que qualquer outra metropole, transito, poluicao, falta de espaco, etc. A selva de concreta a la Latina America vou confessar ( vindo da pessoa que antes das oito da manha ja tomou um metro e um onibus para chegar a redacao) cansa.

Com a primavera rocando os portoes da cidade a inquietude das pessoas por sol, mar e montanha aumenta. Comeca a corrida por “Estancias” ( Fazendas), Pueblos ( cidadezinhas), restaurantes rurais e outros lugares onde o bel far niente eh apreciado.

Domingo, o jornal Clarin publicou uma matéria dessas para guardar na gaveta e sonhar com escapadinhas todos os fins de semanas que também vale a pena dividir com os turistas que querem ir Capital e além quando em visita por terras porteñas. Deixo aqui a enorme lista, otima redonda e cheia de charme!

Tigre
Con la primavera, florece el marco natural del Delta y los recreos, cabañas, restaurantes y bungalows ofrecen propuestas diversas para disfrutar de la jornada completa. Entre las excursiones que organizan el Centro de Guías de Turismo de Tigre y el Delta y varias empresas de catamaranes se destaca un recorrido hasta la casa-museo del escritor Haroldo Conti y el chalé que perteneció a Sarmiento. En tierra firme, una forma novedosa para recorrer la ciudad es a través del Bus Turístico, que facilita la visita al Mercado de Frutos, el Circuito de Museos (como el lujoso Museo de Arte) y el Parque de la Costa.
Informes: 0800-88884473 / 4512-4497/8 / turismo@tigre.gov.ar / http://www.vivitigre.gov.ar
$ 45 Paseo de 40 minutos en catamarán por los ríos Tigre, Luján y Sarmiento; salida de una hora, $ 50; de dos horas, $ 70; hasta 8 años, gratis (4731-0261/2/3/1831 / info@tigreencatamaran.com.ar / http://www.tigreencatamaran.com.ar).

Luján
Ofrece cuatro circuitos temáticos. El más popular es el recorrido “Religioso”. Los principales puntos del Circuito Histórico son el Complejo Museográfico y el Museo Textil y Archivo de la Algodonera, en Flandria. A su vez, el Circuito Rural abarca restaurantes de campo, estancias, centros tradicionalistas y sitios históricos de Carlos Keen, Open Door, Cortínez, Torres, Olivera y Flandria. La propuesta “Natural” abarca el parque Ameghino, el Zoo Luján, el Polideportivo Municipal y, en Villa Flandria, el Club Náutico El Timón y el Area Forestal Protegida.
Informes: 0800-3331061 / (02323) 427-082 / turismo@lujan.gov.ar / http://www.lujan.tur.ar

$ 95 Asado con guarnición, bebida y postre en el restaurante Plumas Verdes (02323- 434-231/15533903 / crominasalvo@yahoo.com.ar / www.lujanet.com.ar).


San Pedro
La gran novedad es el turismo rural en Santa Lucía, a 37 km de San Pedro por la ruta 191. Esta ciudad se destaca por la pesca y la gastronomía, especialmente pescados de río y ensaimada, un postre dulce introducido por inmigrantes mallorquines. Además, magníficas vistas del Paraná desde las barrancas y desde la costa de Vuelta de Obligado (19 km al norte), donde fue reabierto el museo que revive la batalla de 1845, cuando las tropas de Rosas enfrentaron a la flota anglo-francesa. En San Pedro también están el Museo Paleontológico y un parque de esculturas.
Informes: (03329) 42-8483/9406/ 9246/2058 / turismo@sanpedro.gov.ar / http://www.sanpedro.gov.ar

$ 1.430 Fin de semana largo de octubre (4 d./3 n.) en hotel Howard Johnson del centro, con media pensión, masaje, recreación, piscina climatizada, wi-fi, gimnasio, spa, tenis, paddle y voley playero; en la costanera, $ 2.290 (0810-1224656 / 03329- 431-200 / reservas@hjsanpedroresort.com.ar / http://www.hjsanpedro.com.ar).

Tandil
El circuito clásico vincula la Reserva Sierra del Tigre –donde se accede a la cima del cerro El Venado– con el cerro El Centinela (tiene una aerosilla de 1.200 m de largo), Monte Calvario y su Vía Crucis, la Piedra Movediza que cayó en 1912 y el cerro Castillo Morisco, con un restaurante y un mirador de la ciudad.
Informes: (02293) 432-073 / turis mo@tandil.gov.ar / http://www.turismo.tandil.gov.ar

$ 119 Picada para 4 en almacén Epoca de Quesos; sándwich Chacarero para compartir, $ 67; cerveza artesanal, $ 15,50; vino en “pingüino”, $ 29 (02293- 44-8750/0267 / tandil@epocadequesos.com / http://www.epo cadequesos.com).
Chascomús
La temporada fuerte de pesca en la laguna de Chascomús y otras seis lagunas encadenadas se extiende hasta noviembre. Cada pescador se puede llevar 25 piezas como máximo. Clubes náuticos y campings alquilan botes, cuatriciclos a pedal, bicicletas y caballos. El recorrido histórico incluye el Teatro Municipal Brazzola, la Casa de Vicente Casco (de 1831), el salón de los Espejos del Palacio Municipal, el café y centro cultural La Botica (de 1852) y la iglesia de los descendientes de inmigrantes africanos.
Informes: (02241) 42-2697/43-0405 / turismochascomus@yahoo.com.ar / http://www.chascomus.gov.ar

$ 450 Pesca embarcada de día entero para cuatro personas en la laguna de Chascomús o Chis Chís, con combustible y guía (02241- 15553580).

San Antonio de Areco
El Circuito de los Artesanos Arequeros (integrado por plateros, pintores, sogueros, tejedores, ceramistas y chocolateros) permite conocer algunos secretos del más renombrado pago de tradición gauchesca. A su vez, el Parque Criollo y Museo Ricardo Güiraldes propone otro paseo ineludible.
Informes: (02326) 45-3165 / direc ciondeturismo@areconet.com.ar / http://www.sanantoniodeareco.tur.ar

$ 700 Habitación doble (3 días y 2 noches) con desayuno, estacionamiento, TV cable, wi-fi, spa y parrilla en el hotel San Carlos; habitación Superior, $ 850 (02326- 45-3106/5390 / info@hotel-sancarlos.com.ar / http://www.ho tel-sancarlos.com.ar).
Gualeguaychú (Entre Ríos)
Los lugares indicados para disfrutar del contacto con la naturaleza son el parque Unzué, el río Gualeguaychú y el balneario Ñandubaysal, sobre la costa del río Uruguay. Además, se organizan paseos embarcados y salidas de pesca. Se recomienda recorrer el circuito histórico y renovarse con baños termales en dos complejos.
Informes: (03446) 42-2900 / in formacion@gualeguaychuturis mo.com / http://www.gualeguaychutu rismo.com

$ 30 Entrada a Termas del Gualeguaychú; de 5 a 9 años y jubilados, $ 20 (03446- 499-167 / info@gualeguaychutermal.com.ar / http://www.guale guaychutermal.com.ar).

Mar del Plata
Este clásico de todo el año puede ser abordado a través de caminatas por la Rambla y el bosque Peralta Ramos, un paseo por el Puerto con sus lobos marinos y restaurantes –donde sirven exquisitos pescados y mariscos– y una visita a Sierra de los Padres (a 10 km), para practicar trekking y cabalgata.
Inf.: (0223) 495-1777 / webmas ter@turismomardelplata.gov.ar / www.turismomardelplata.gov.ar

$ 549 Habitación doble con desayuno buffet, spa, gimnasio, estacionamiento, TV cable y wi-fi en hotel Dos Reyes (4382-3222 / 0223- 491-0383 / info@dosreyes.com.ar / http://www.dosreyes.com.ar).

Isla Martín García
Enclavada en el Río de la Plata y habitada por más de 200 especies de pájaros, la histórica isla genera un muy didáctico recorrido a pie por sitios históricos y distintos ambientes naturales, como juncales, pajonales, selva y bosque. Son imperdibles la panadería construida en 1913 –elabora un famoso pan dulce–, el comedor El Solís, las ruinas de la cárcel y del Barrio Chino y el cine-teatro.
Informes: (0221) 429-5555 / subsecretaria@turismo.gba.gov.ar / http://www.islamartingarcia.info

$ 266 Excursión ida y vuelta en barco Cacciola, con impuestos, aperitivo, visita guiada, asado con canilla libre y postre; 3 a 10 años, $ 200 (4749-0931/2369 / 4393-6100 / 4394-5520 / info@cacciolaviajes.com / http://www.cacciolaviajes.com).

Sierra de la Ventana
El principal atractivo de esta comarca de sierras y pequeños pueblos es el cerro Ventana, a cuya cima se puede acceder después de completar un trekking en ascenso bastante exigente. Villa Ventana, Sierra de la Ventana, La Gruta y Villa Arcadia ofrecen buenos hoteles, cabañas y restaurantes. En Saldungaray se puede apreciar un fortín reconstruido, la fachada art decó del cementerio (diseñado por el arquitecto Salamone) y una bodega, donde se realizan visitas guiadas con degustación.
Inf.: (0291) 491-5303 / informesturisticostornquist@yahoo.com.ar / http://www.sierradelaventana.org.ar

$ 180 Dos días y una noche por persona en una casona con capacidad para 13 huéspedes; incluye desayuno y la excursión Circuito Regional (0291- 491-5383/55 / sergiorodriguezturismo@info via.com.ar).
Los servicios y las actividades al aire libre que ofrecen las estancias bonaerenses se depliegan sobre la llanura. En algunos casos, el paisaje característico de la pampa húmeda se combina con sierras, ríos y lagos.

Villa María (Máximo Paz)
La distinguida atención y el lujoso casco estilo Tudor –en medio de un hermoso parque diseñado por Carlos Thays– dan forma a una de las mejores estancias turísticas del país. Cuenta con 11 habitaciones en suite, restaurante y cava de vinos. Reservas: 4832-8737 / (02274) 450-909 / villamaria@estanciavillamaria.com / http://www.estanciavilla.com

$ 515 Almuerzo y actividades como fútbol, tenis, paseo en carro, caballo y bicicleta; 1 d./1 n. para 2 personas con pensión completa, $ 1.800; en suite King, $ 2.315.

La Isolina (Olavarría)
A orillas del arroyo Tapalqué, la casona de 1920 se levanta en medio de un parque de casuarinas, cedros y pinos. Se organizan cabalgatas. Hay una cancha de tenis de césped, piscina, bochas, bicicletas y canoas. Reservas: (02284) 15652616 / (02284) 15477043 / laisolina@hotmail.com / http://www.laisolina.com.ar

$ 750 2 d./1 n. con pensión completa, copa de bienvenida, bebidas y actividades; chicos, $ 600; 3 d./2 n., $ 1.250 y $ 1.000.

Los Ombúes (Villars)
Se distingue por la muy buena gastronomía y la variedad de juegos y actividades para compartir en familia. La arboleda del cuidado parque induce a tirarse a hacer una siesta después del exquisito asado. Cuenta con piscina, solario, bicicletas, sala de TV y dvd, canchas de vóley, fútbol y tenis (de polvo de ladrillo) y 9 hoyos de golf. Reservas: 4643-1978 / (156) 3971978 / info@losombueseven tos.com.ar / http://www.losombuese ventos.com.ar

$ 140 Recepción, almuerzo, merienda y actividades; chicos de 2 a 9 años, 50%; paseo a caballo, $ 15; dos días y una noche con pensión completa, $ 550; 3 d./2 n., $ 917.
Pampas al Sur (Cañuelas)
En medio de una añosa arboleda, combina sesiones de reiki y masoterapia con cabalgatas, paseos a caballo, en bicicleta y en carruaje. El Club House cuenta con un hogar a leña, ideal para estirar la sobremesa, charlar y leer. Son exquisitas las verduras asadas que acompañan las carnes asadas. Reservas: 5235-8545 / (156) 3812210 / reservas@pampasdelsur.com / http://www.pampasdelsur.com

$ 175 Almuerzo, merienda, bebidas sin alcohol y actividades; 1 d./1 n. con pensión completa, $ 420; 2 a 10 años, 50%.

Cabaña La Tarde
(Tomás Jofré)
Servicios de primer nivel, en un lugar preparado para brindar descanso y jugar al polo. Los expertos tienen la posibilidad de taquear y los principiantes pueden tomar una clase. También hay canchas de bochas y de fútbol y juegos para chicos. Aquí no se puede dejar de probar el salame casero y la leche recién ordeñada. Reservas: 4798-9231 / (154) 9864529 / consultas@latardepolo.com.ar / http://www.latardepolo.com

$ 250 1 d./1 n. con desayuno, infusiones, wi-fi, DirecTV y actividades; 2 d./2 n., $ 430.

El Paraje de Areco
(San Antonio de Areco)
Tradición gaucha y actividades recreativas en el paraje rural El Tropezón, próximo a San Antonio de Areco. El asado se sirve en carros tirados por caballos. Se realizan cabalgatas, paseos en carro, show de guitarreada y baile, destrezas criollas y carreras de sortija. Reservas: 4890-1418 / (155) 8937412/3 / (02323) 455-367 / info@elparajedeareco.com.ar / http://www.elparajedeareco.com.ar

$ 250 Almuerzo, merienda, show folclórico y actividades; de 3 a 12 años, 50%; habitación doble con pensión completa, $ 910; con media pensión, $ 790.

La Herradura (Los Cardales)
Una cálida atmósfera familiar, en un establecimiento sencillo y sin lujos, favorecido por el fácil acceso por Panamericana. Ofrece un completo Día de campo, con muy buen asado, paseos a caballo y un show a cargo de músicos locales. Otra característica a tener en cuenta es la muy buena atención personalizada por parte de Miriam Varela. Reservas: (155) 4500384 / (02322) 492-142 / campolaherradura@yahoo.com.ar

$ 120 Desayuno, almuerzo, bebida, postre, merienda, destreza, bochas, tejo, sapo, caballo y show folclórico; 4 a 12 años, $ 80.
La Candelaria (Lobos)
Este castillo lujoso se destaca por la comida, los paseos guiados, el polo y la Fiesta Gaucha, que se desarrolla los sábados y desde octubre incluirá un partido de polo, destrezas criollas y show folclórico. El Día de campo (que también se organiza los domingos) incluye una recepción, almuerzo, merienda, caballos, bicicleta y tenis. Reservas: (153) 3650158 / (02227) 42-4404/49-4132/4473 / info@estanciacandelaria.com / http://www.estanciacandelaria.com
$ 235 Día de campo; dos días y una noche en un bungalow, $ 825 el fin de semana; entre lunes y viernes, $ 550; en habitación, $ 1.050 y $ 700; en suite o molino, $ 1.350 y $ 900, más IVA.

La San Antonio (Guernica)
El sabroso asado es amenizado por las zambas, chacareras y payadas de El Paisano Alberto. La estancia ofrece un muy completo Día de campo, que incluye paseos a caballo, fútbol, visita a una granja y caminatas por el hermoso parque arbolado.
Reservas: 4373-1688 / (156) 993 6367 / info@lasanantonio.com.ar / http://www.lasanantonio.com.ar

$ 150 Almuerzo, merienda y actividades; 4 a 10 años, $ 90; 3 d./2 n. del 8 al 10/10 en bungalow con pensión completa y DirecTV, $ 850; en el casco, $ 950.

Santa Elena (Las Heras)
Tradiciones pampeanas, carruaje de 1890, caballos, tejo, bochas, fútbol y vóley, en un amplio parque arbolado. Lo mejor pasa por el asado –que se sirve en la galería exterior– y la esmerada atención de “Pinocho” Viale (el dueño) y su hijo. Reservas: (0220) 476-3030 / (02227) 15610558 / estanciasantaelena@yahoo.com.ar / http://www.estanciasantaelena.com

$ 130 Recepción, almuerzo, merienda y actividades; 2 d./1 n. con pensión completa, $ 410; 3 d./2 n., $ 680.
Lujo y servicios de alta gama son las claves de estos diez lugares que ofrecen descanso en ámbitos muy confortables, algunos de ellos reforzados por terapias de spa.

Finca María Cristina (Brandsen)
Hotel boutique de campo, famoso por su cocina criolla y sus actividades, en una antigua estancia de 55 ha. Cuenta con 16 habitaciones con vista al parque o al campo, muy distintas: familiares, suites, chacras Boutique, loft Princesas (para niñas, ambientadas al estilo Barbie) y loft Aventura (para chicos, estilo safari).
Reservas: (153) 5580148 / reser vas@fincamariacristina.com.ar / http://www.fincamariacristina.com.ar

$ 980 Habitación doble Classic con pensión completa y actividades. Día de campo, $ 254; de 2 a 12 años, 50%.

Hotel y spa Howard Johnson (Ramallo)
De cara al río Paraná y una reserva natural costera, el excelente servicio de este hotel se percibe en el restaurante, el spa y las amplias habitaciones, con grandes ventanales hacia el río.
Reservas: (03407) 422-522/225 / 0810-1224656 / info@hjramallo.com.ar / http://www.hjramallo.com.ar

$ 600 Dos días y una noche por persona durante octubre, con media pensión, spa, TV cable, wi-fi, estacionamiento, piscina climatizada, juegos de salón, gimnasio y recreación para chicos; en suite Junior, $ 700; con hidromasaje, $ 800.

Hotel y spa Sol Victoria (Victoria, Entre Ríos)
Un lujo posado sobre las barrancas que balconean el río Paraná. Cuenta con piscina climatizada, gimnasio con aparatos y circuito aeróbico. Se organizan cabalgatas y visitas guiadas a “La ciudad de las siete colinas”.
Reservas: (03436) 424-040 / 0800-8887070 / info@hotelsol victoria.com.ar / http://www.hotelsol victoria.com.ar

$ 1.800 Dos noches por persona en base doble, con desayuno y spa; sábado o domingo, $ 2.000. “Noche romántica”, $ 1.000; en suite Junior, $ 1.250.

Spa Aquae Sulis (Lobos)
Con 28 habitaciones confortables y luminosas, este spa ofrece comida gourmet y variados tratamientos. En el parque hay una piscina rodeada de palmeras. Además, cuenta con un moderno circuito hídrico, que incluye una pileta climatizada para nado contracorriente, con hidromasaje. Entre otros tratamientos, ofrece baños de barro, masofilaxia, limpieza de cutis y masajes.
Reservas: 4658-1226/8218 / (02227) 42-3940/4330/1931 / aquaeinfo@aquaesulis.com.ar / http://www.aquaesulis.com.ar

$ 1.070 Dos días y una noche con pensión completa, bebida sin alcohol, pileta, jaccuzzi, baño turco, sauna, aquagym, aerobics, bicicleta y gimnasio con aparatos; del 8 al 10/10 (3 d./2 n.), $ 1.465.

Delta Eco Spa (Tigre)
Combina el contacto directo con la naturaleza con servicios de categoría, actividades saludables y excelente gastronomía. Ofrece 16 habitaciones estándar, 4 superiores, 23 cabañas, dos piscinas (una es cubierta y climatizada), jaccuzzi, restaurante, gimnasio, Internet y DirecTV. No se admiten menores de 10 años.
Reservas: 5236-0553 / e-mail: info@deltaecospa.com / http://www.deltaecospa.com

$ 1.050 Habitación doble (2 d./1 n.) con traslado en lancha desde Tigre, media pensión, bebidas sin alcohol y spa; Superior, $ 1.300; bungalow, $ 1.600.

Hotel de campo San Ceferino (Open Door)
Variadas actividades cerca de Luján. Por ejemplo, golf, fútbol, tenis, caminatas, paseos en carruajes y en bicicleta, cabalgatas y visitas a un museo de 50 carruajes antiguos, un tambo y la lechería. Además, se organizan los eventos “Té con glamour”, “Cena de encanto” y Día de campo.
Reservas: (02323) 441-500/501 / ventas@sanceferinohotelspa.com .ar / http://www.sanceferinohotelspa.com.ar

$ 380 Día de spa (desde las 9 hasta las 19); de lunes a viernes, $ 350; habitación doble con pensión completa y actividades, $ 690.

Estancia Las Colas (Gualeguay, Entre Ríos)
Una finca de principios del siglo XX, con detalles y servicios de lujo en sus siete habitaciones, cerca del río Paraná y las lomadas del sur entrerriano. Al confort se suman la comida casera, el espectacular parque y la variedad de actividades.
Reservas: 4131-1200 / info@salenteintourism.com / http://www.salentein.com

$ 380 Un día y una noche por persona en base doble, con pensión completa, piscina, tenis, bicicleta y cabalgata. Día de campo, $ 190; de 3 a 12 años, 50%.

Resort y spa Sofitel La Reserva (Los Cardales)
De fácil acceso desde la ciudad de Buenos Aires por autopista (ruta 9 Panamericana), esta propuesta de lujo está enmarcada por un reparador paisaje bucólico, donde resaltan el club de campo La Reserva, una cancha de golf y una laguna. Cuenta con 159 habitaciones, gastronomía de nivel internacional, dos restaurantes y un piano bar. En cuanto a las actividades, ofrece piscina, gimnasio, spa, fútbol, tenis, sala de juegos, bowling, biblioteca, golf, náutica, Club de Niños y bicicletas.
Reservas: (03489) 435-437/832/ 867 / sofitellareservacardales@accor.com / http://www.sofitellareserva.com

$ 1.826 Habitación doble con desayuno y actividades; entre semana, $ 1.440.

Resort de Campo y Polo (Open Door)
Los exquisitos platos de este establecimiento rural de gran categoría fusionan las cocinas criolla y mediterránea. Cuenta con 32 habitaciones, cuyos ventanales y balcones están orientados hacia el parque y las cuatro canchas de polo. El lugar cuenta con juegos recreativos para chicos.
Reservas: (153) 4232332 / (02323) 496-669 / info@poloresort.com.ar / http://www.poloresort.com

$ 290 Día de spa, con masaje Express, pulido de manos o pies, almuerzo, piscina climatizada, ducha escocesa, sauna finlandés, baño de vapor, hidromasaje, gimnasio y tés.

Hotel y spa Rumbo 90° (Delta de Tigre)
Combina relax y tratamientos de spa en el hotel con actividades náuticas y trekking alrededor de las instalaciones 5 estrellas. Las seis suites están equipadas con el máximo confort y deck privado. Entre otras exquisiteces para degustar, se recomiendan la Terrina de la isla, el Dorado cítrico y el inigualable creme caramel, un flan casero elaborado con nueces pecán y crema sabayón.
Reservas: (155) 8439454 / bookings@rumbo90.com.ar / http://www.rumbo90.com.ar

$ 600 Día de spa “Relajante”; incluye traslado en lancha, almuerzo y merienda; almuerzo con bebida sin alcohol y actividades, $ 350; de 4 a 10 años, $ 300.
La provincia de Buenos Aires ofrece un amplio espectro de escenarios y modalidades para practicar actividades de aventura. Aquí, algunas opciones.

Kayaking en Oriente
Entre Claromecó y Monte Hermoso, guías especializados organizan salidas en kayak por el río Mulpunleufú (o Quequén Salado) y las cascadas más altas de la provincia. La excursión se completa con tirolesa, mountain bike y una visita guiada, que se hace una vez por mes, con luna llena.
Reservas: (02983) 495-133/156 10311/15527581 / quequensalado @hotmail.com / http://www.rioque quensalado.com.ar

$ 215 Excursión de cinco horas en kayak, seguida de tirolesa, mountain bike y una visita guiada; incluye equipo, guía, seguro, asesoramiento y almuerzo.

Vuelo en paramotor en Cañuelas
Adrenalina y mucha emoción se conjugan en este vuelo en biplaza, con la compañía del instructor Marcelo Toledo. Desde el km 87 de ruta 3, el parapente impulsado por un motor se eleva hasta 600 m y permite apreciar campos sembrados y las lagunas de Monte, Lobos y Navarro. El mejor almuerzo puede ser un asado en la parrilla Lo de Santiago.
Reservas: (156) 0920495 / para motorlabusqueda@yahoo.com.ar / http://www.paramotorlabusqueda.com.ar

$ 350 Tarifa del vuelo de bautismo de quince minutos, con seguro e instructor.

Cicloturismo en Berazategui
Programada para el 2 de octubre, la salida recorrerá senderos de tierra del parque Pereyra Iraola, vías abandonadas, campos sembrados y viejas rutas de asfalto, hasta la Reserva Natural y Casa-museo de Hudson, el paraje La Capilla y la estación Buchanan. El 22/10, Pilar y Capilla del Señor; el 30/10, travesía por vías y estaciones abandonadas; el 13/11, Vuelta de Brandsen. Salidas para principiantes, medios y avanzados.
Reservas: 4650-4817 / (156) 3360326 / bicigg@speedy.com.ar / http://www.biketrekgg.com.ar

$ 180 Traslado ida y vuelta desde Buenos Aires, bicicleteada guiada y visita a la Reserva Hudson; alquiler de bicicleta, $ 75.

Multiaventura en Tandil
Esta propuesta combina tirolesa de casi 200 metros de largo y bajada en rappel en el cerro Granito (al sudoeste de Tandil) con trekking sobre el faldeo del Cordón de las Animas, hacia el este de la ciudad. Los guías especializados Carlos Centineo y Marcelo Palahi brindan charlas técnicas y proveen todo el equipo.
Reservas: (02293) 43-4313/156 46030/15600822 / kumbretan dil@hotmail.com / http://www.kum bre.com

$ 250 Traslado, rappel, tirolesa, trekking, fogón con picada durante la puesta del sol.

Safari fotográfico en el Delta
El paisaje del Delta ofrece infinitas imágenes para captar, especialmente en primavera. Los colores de la vegetación deslumbran al amanecer y durante el atardecer, cuando tonalidades ocres tiñen el bosque y el río. La salida empieza en una antigua fábrica de sidra, una zona poco transitada de la Primera Sección, cerca del río Carapachay.
Reservas: 4728-3075 / (154) 9755066 / info@larealtigre.com.ar / http://www.larealtigre.com.ar

$ 190 Excursión guiada, asesoramiento fotográfico, almuerzo con bebidas y merienda.

Navegación en velero por
el Río de la Plata
Ideal para compartir con la familia o con amigos, brinda la posibilidad de disfrutar del Río de la Plata y los encantos del Delta y de Colonia, en Uruguay. El velero Don Sala organiza salidas diurnas y nocturnas, con luna llena.
Reservas: 4304-4206 / (154) 410 4010 / donsala@donsala.com.ar / http://www.donsala.com.ar

$ 150 Travesía diurna de dos horas; con luna llena, $ 100; 2 d./1 n. en Colonia con pernocte en el velero, $ 500; 8 horas por el Delta, $ 200.

Trekking en el Parque Nacional Predelta (E. Ríos)
Cerca de Diamante, en este humedal con selva, islas y pajonales un sendero de mil metros bordea la laguna Irupé y permite llegar hasta una típica lomada entrerriana y la laguna Las Piedras.
Informes: (0343) 498-3535 / pre delta@apn.gov.ar / http://www.parques nacionales.gov.ar

$ 10 Trekking guiado de 2 hs.; contingentes, $ 3 por persona; desde diciembre, $ 4 (0343- 154614944 / balladarescesar@hotmail.com / guiasdelpredelta@hotmail.com).

Vuelo de bautismo en Zárate
En el Club de Planeadores (ruta 9 km 87,5) se larga la aventura en un aparato biplaza comandado por un piloto profesional. Una vez que el avión remolcador se desprende del planeador, empieza un silencioso y placentero sobrevuelo de la zona rural cercana a Zárate, hasta 1.000 a 1.200 m de altura.
Reservas: (155) 4163312 / secre taria-cpz@hotmail.com / http://www.cpz.com.ar

$ 180 Vuelo de bautismo con instructor; dura entre quince y veinte minutos.

Cabalgata en Arrecifes
El paseo guiado a caballo que organiza la estancia El Sosiego recorre al paso los 3 kilómetros del perímetro del campo, bordea una vía de tren, atraviesa parcelas sembradas de soja, maíz y trigo y permite apreciar el arroyo Contador y una lejana arboleda, que oculta el río Arrecifes. Otras actividades para tener en cuenta aquí son una caminata de 1.500 metros hasta un antiguo puente ferroviario y un paseo en carruaje. En un haras reciclado hay seis suites dobles y triples. La estancia admite mascotas.
Reservas: (154) 4090532 / (155) 4021888 / info@estanciaelsosie go.com.ar / http://www.estanciaelsosie go.com.ar

$ 750 Dos días y una noche con pensión completa, bebidas, cabalgatas, paseos en carro y en sulky, bicicleta, vóley, críquet y pesca; chicos de 2 a 9 años, 50%.
Cuatriciclo en Villa Gesell
Un desafío al desierto de dunas que se levanta entre Villa Gesell y Cariló. Adrenalina pura genera el itinerario de 20 km ida y vuelta, que atraviesa los médanos y el bosque en el trayecto de ida, para regresar por la playa. La partida es desde av. Buenos Aires y Alameda 212, al norte de la ciudad.
Reservas: (02255) 45-4646 / casa solah@hotmail.com

$ 220 Excursión de unas dos horas en cuatriciclo para una o dos personas, desde Villa Gesell hasta Cariló ida y vuelta.

VEJA A NOTA DO CLARÍN NA ÍNTEGRA AQUIII!

Candela, a noticia que nao queria escrever

1 set

“ Eu nao vou baixar os bracos”.

“Mamae, ta chegando. Mamae vai te buscar”.

As vezes a televisao Argentina eh ruim porque eh de mal gosto. As vezes, a televisao argentina eh ruim, porque as noticias que traz sao pessimas. Esta manha, eu e meus colegas tivemos que escrever materias que nao gostariamos de estar escrevendo. E nos juntamos ao lamurioso coro de jornalistas meio urubus, desses que se alimentam de tragedia.

No metro, nos consultorios, escritorios, taxis o assunto eh o mesmo. Argentina amanheceu um pouco menos crente na vida, um pouco mais melancolica que usualmente, meio em choque.

Durante a ultima semana, o Olimpo de artistico local, politicos, apresentadores, jogadores de futebol se juntaram a Carola Labrador, mae de Candela Rodriguez, simpatica meninha que ontem, para o choque do país, foi encontrada morta em um descampado a algumas quadras de onde foi sequestrada. A perseveranca e dignidade de Carola comoveram a Argentina. E sua eloquencia a transformaram em presenca constante nos noticiarios locais. “ Eu nao vou baixar os bracos”, disse Carola diversas vezes. “Mamae, ta chegando. Mamae vai te buscar”, ela dizia a sua filha. Ontem, como nao poderia deixar de ser na Argentina impregnada do mau jornalismo local, a televisao repetiu a exaustao a imagem de Carola reconhecendo sua filha em pedacos em um saco de lixo nas aforas de Buenos Aires. Shame on you, imprensa porteña por explorar o pior momento da vida desta mulher. E mais vergonhosa foi a atuacao da policia em divulga-lo com todo show armado e presenca do governador de Buenos Aires. A repercussao local eh enorme. E hoje chegamos a redacao com a ingrata tarefa de contar esta estoria. Uma estoria que nao gostaria de contar. Tratamos com cuidado, medindo as palavras. Mas, sinceramente, a capa do jornal Libre parece dizer o que todos pensamos: