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La Onda Sana

14 abr
 

Tiendas Naturales: meu preferido

Eu sei que quem vem a Buenos Aires vem na onda mais carnívora que Hannibal Lector, mas, atenção, Buenos Aires living pode causar o entupimento de suas artérias e alargamento de suas medidas. Não se pode viver todos os dias comendo bifes com mais de um palmo de altura que, como ilhas, estão cercados de gordura para todos os lados e acompanhados de um Aconcagua de batata frita, nem milanesas do tamanho de um jogo americano. Não me levem a mal, quem me conhece sabe que sou a coisa mais distante que se tem noticia de uma vida saudável regada à alface e tofu. Sou mais junky que a Re Bordosa, tão sana quanto Keith Richards. Mas dizer que portenhos vivem exclusivamente de parrillas é o mesmo que contar que baianos comem moquecas todos os dias.

Nao da para viver de parrilla…

É certo que o cheiro característico da cidade é o mesmo daquele seu churrasquinho de domingo e que não há nada mais acolhedor que um choripan, mas, no dia a dia, me vejo cada vez mais em busca de restaurantes que tenham sucos de frutas em seus menus, coisa que não é tão comum assim em Buenos Aires. Nunca me imaginei salivando ao pensar em um peito de frango grelhado acompanhado de batatas ao forno e suco de laranja. Mas, esse desejo é cada vez mais freqüente. Outro dia quase abracei um garçom que me ofereceu uma salada de frutas de sobremesa. Comi com os olhos cheios d água, pensando que era uma ironia que, em uma cidade cujas confeitarias são reluzentes que joalherias, sentiria tanta falta de uma salada de frutas. 

Opcoes para nao entupir as arterias...

 

Acho inútil julgar os hábitos culinários e gastronômicos de qualquer cultura. Esse, é claro, tópico de muitas discussões entre Argentinos e Brasileiros por aqui. Brasileiros podem achar a comida dos hermanos pesada, mas imagine o estrago que uma feijoada ou qualquer prato com azeite de dendê pode ocasionar no delicado estomago ariano argentino. Embora a dieta baseada em opções quase sempre carnívoras, massas, doces e folheados possa parecer agressiva ao paladar brasileiro,  não se assuste se um argentino te enumerar uma serie de itens da culinária cotidiana brasileira que entrariam facialmente para o ranking das 10 top comidas mais letais da historia da humanidade, troféu Fura Bucho mesmo. E eu devo confessar que depois de esbravejar contra as medialunas aqui no blog agora sou candidata ao Medialunas rehab, pois não posso para de come-las. Meu pânico aumentou quando descobri uma loja das Medialunas Del Abuelo aqui na esquina. Apenas as melhores medialunas da cidade. Tive que morder a língua.

Se o seu negocio eh comer bem, compre um!

Uma coisa eh certa: nos possuímos mais diversidade alimentar que eles. Com uma agricultura um pouco mais perene, dimensões territoriais mais reduzidas se comparadas as nossas e vocação geográfica para a pecuária a Argentina não eh o éden tropical ao qual estamos acostumados. Faltam um montão de frutas, verduras e cereais que fazem parte de nosso menu de todos os dias no Brasil.  Ausência notória também são os self-services que não são comuns nessa parte do continente. Felizmente, dado ao status quo de meca gastronômica e tendências cosmopolitas, Buenos Aires segue sendo um ótimo lugar para comer.E foi tentando fugir dos prazeres da carne, bifes de brontossauro e acompanhamentos fritos que eu descobri o fantástico mundo das pequenas delicatessens naturais. Desde então nunca mais comi um bife de chorizo caros leitores. E me sinto obrigada a dividir meus achados.

Vamos la:

 
 

Nao vou mentir, viciei.

Tiendas Naturales:

Depois que me mudei para este pedacinho de Palermo entre o Parque Las Heras e Av. Santa Fé, ando explorando, with a little help of my friends, a região que eu chamo de Baixo Las Heras, uma zona ótima cheia de cafés e restaurantes e a fina bossa portenha. O Tienda Natural ( Cabello 3401) segue direitinho a bíblia dos restaurantes meio bistrô meio naturebas de Baires. A diferença é que a comida é mesmo boa. O sanduíche de peito de frango, brie e chutney de maçã é simplesmente divino. Para quem curte uma salada transada este é o lugar. E a boa noticia é que os preços são pra la de justos e o atendimento amigável. Alias, para Buenos Aires o atendimento de la é mais que amigável. Outro dia ganhei de uma simpática garçonete uns bolinhos de cenoura para comer rezando. Mas, embora, as sobremesas façam jus a boa comida do lugar, vale a pena caminhar uma quadra ate um café super little darling chamado Nucha ( Salguero 2587), cujos os docinhos parecem pequenas jóias e eh possível tomar um café ao som de um jazzinho ambiente e ver a chuvinha fina cair pela janela.

http://www.tiendas-naturales.com.ar/

http://www.nuchacafe.com/

Natural Deli: Eu gosto da sucursal na rua Laprida 1672, um local super agradável, na auspiciosa vizinhança de Aguero, sob veredas de arvores e com um pequeno armazen de produtos orgânicos. Perfeito para um almocinho light ou mesmo um café orgânico. Eu simplesmente adoro a torta integral de espinafre e cogumelo. Os menus de almoço e jantar também são qualquer nota, outro dia comi um filet mignon com purê rústico de batatas e almendoas que estava levinho juro e dos deuses!

Natural Deli, uma excelente opcao. Vedette de Aguero!

 http://www.natural-deli.com/index.php?seccion_generica_id=450

Spring: Com uma proposta um pouco diferente das delis naturais, o Spring ( Bulness 2577)  tem uma enorme vantagem para quem sonha com abundancia e variedade: eh self service ou, como chamam por aqui, tenedor libre,  para comer a vontade. Vegetariano e asiático, barato e ambiente menos cool que os outros o restaurante quebra um galho pois eh super barato e gostoso. Mas, não espere charme, porque não esta no cardápio. No entanto, a comida, principalmente para quem é vegetariano, é bem interessante. Eu gosto!

http://www.springrestaurante.com.ar/

Tea Connection: Vai na mesma linha que as outras delis orgânicas, mas já virou um franchising. Para mim, que desconheço a historia desse tipo de estabelecimentos em Buenos Aires, é o pai de toda essa onda deli natural. Mas, embora super gostoso e possivelmente o mais arrumadinho de todos, não eh meu preferido. Acho o cardápio conciso demais. Mas, não se iluda, costuma ser a melhor opção de almoço da zona. Tem seis sucursais e águas saborizadas que são incríveis. Não é barato, também não é absurdo,  mas vale a pena.

http://www.teaconnection.com.ar/

Origen: Já parei para tomar algo, mas ainda não comi La. Mas é em San Telmo numa região bem turística e bacana, perto de uma loja que eu adoro, a Cualquer verdura, da melhor torta de limão de Buenos Aires ( Del Limonero) e de um restaurante ótimo, o Habib. Super recomendados por amigos.

Humberto 1º 599

http://www.guiaoleo.com.ar/restaurantes/Origen-2432

Deixo AQUIIII! tambem o link para um post que fiz sobre meus caminhos zen e restaurantes vegetarianos que eu gosto na cidade.

 E recomendo que comprem o guia da divinissima gourmet Narda Lepes, uma biblia gastronomica!

Noches Armenias

23 mar

 Para chegar à lista do que ha para comer e beber no cardápio é preciso atravessar pelo menos umas dez paginas de

Meio Casamento Grego, Meio Clube da Lua, meio bingo, o jantar da Uniao Armenia de Buenos Aires eh um happening no bairro!

publicidade da comunidade. A barbearia de fulaninho, a loja de bijuteria de cicrana, o negocio de molduras de Jorge, a agencia de viagens de Florência.Para achar o edifício é preciso perguntar ao porteiro dos edificios vizinhos. Para chegar ao enorme salão onde se serve o jantar é preciso descer dois lances de escada.  Talvez seja o clima de bairro, de clube, de bingo que tenha me inebriado, algo de Godfather armênio. Mas, ha algun tempo tenho um programa favorito as sextas feiras. Dessa vez, eu prometo nao comer ate a tampa e voltar para casa caminhando sob uma sinfonia de ” ai & ui” e ficar depois como uma jibóia que comeu uma capivara, digerindo o jantar por semanas. Vou me comportar. Eu sempre me faço promessas vãs. O jantar na Sociedade Armena acontece, religiosamente, todas as sextas feiras. Cozinham as mães, servem os filhos. Come a gente que descobriu este segredo em Buenos Aires. Eu descobri este lugar porque sou uma intrépida bloggeira e leio tudo que me cai nas mãos. Desde então tenho este programa sextas pela noite ( tambem aos sabados, mas como sou uma senhora cheia de manias me habituei a ir nas sextas). É uma benção e uma praga, pois arruína qualquer esqueminha noturno pos jantar, mas é o que me mantém dormindo relativamente cedo para estar acordada nas manhas de sábado, quando tenho aula onde Judas perdeu as botas. Desde então, venho organizando pequenas excursões de amigos para lá. A desculpa é levá-los a um lugar diferente, mas a verdade é que preciso de companhia para meu banquete armênia quando os mais próximos ja enjoaram de minha obsessão mediterrânea.

O cenario, a decoracao kitch e o clima eh meio como do filme O Casamento Grego

O lugar me lembra este filme do qual participou o Tony Ramos local ( com as devidas reservas e diferenças capilares, compara em termos de popularidade apenas), Ricardo Darin, o Clube da Lua. Um misto de loucura entranhada em cada unidade de bairro e tradicao que troppo me agrada! Existe, uma vez que lentamente abandonamos nosso avatar de turista, uma vida endógena de barrio em Buenos Aires, é um climinha de vizinhança, com uma aura de domingo no parque, com a presença familiar dos mais velhos e a frescura dos bebes que correm erraticamente pelos salões e festas da classe media. Depois de duas vezes que você vai a um lugar já passa a ser cumprimentado pelo nome e a chamar seu garçom pelo nome. É a cidade que sente saudade da província, a metrópole em seus bolsões de bucolismo.

Nao sei muito bem porque mas me lembrou o Clube da Lua, filmao!

Quando eu conto os pratos para minha amiga turca, que não vai porque tem medo de ser hostilizada dada a historia animosidade entre turcos e armênios, ela me diz ” mas manti eh turco!”.

Quando lhe falo das dancinhas que acontecem todas as ocasiões quando no meio do jantar os estudantes – garçons

Eh comer e depois ir para a casa como uma jiboia que engoliu uma capivara!

 fazem uma animada apresentação de quinze minutos, ela me diz que são definitivamente danças turcas. Eu lhe digo que vou meter-ta dentro de um grupo de brasileiros e ninguém vai reconhece-la turca, fulaninha da silva, eu lhe chamo. Ela saliva quando lhe falo dos shish kebabs, das berinjelas ( porque são loucos por elas), do yogurt e baklavas e ela morde seu lábio inferior em delírio nostálgico. E é definitivamente a melhor comida ” árabe” que já comi; ficando claro que chamo de ” árabe” para que meus leitores identifiquem que tipo de comida que é.

A certa altura esse homem com cara de dono de loja de Swarma, com os últimos botões da camisa abertas deixando a mostra um grosso cordão de ouro, nos pergunta: ” Algo para anunciar? Aniversários, bodas de ouro, celebrações, formaturas, negócios?”. É o momento que nos entreolhamos e dizemos: ” No, nada” e esperamos pelos os próximos vinte minutos de comemorações na mesa 70, aniversario na mesa 33, noivado na mesa 15 e tantas outras comunicações do ” Armenian times” em Buenos Aires.

Comida de deixarqualquer outra na chaoun!!!!!

A comida é boa e barata e, se alguém tiver um espírito aventureiro, é possível, por 20 pesitos a mais, ler a sorte na borra de café. Depois, é voltar para casa e por a pança porque o máximo de after depois desse jantar é um filminho acompanhado de uma caixa de baklavas, sim porque sobremesas para levar são um must.  Provincianismo e metrópole se misturam numa noite meio Casamento Grego encontra Perfume de Mulher, vale a pena conferir e esbaldar-se armenian style! Lembrei-me do unico personagem armenio das novelas brasileiras, a Dona Armenia da Rainha da Sucata. E vou te contar que esse jantar colocar qualquer outro jantar etnico da cidade na chaoun!

Servico:

 Unión General Armenia de Beneficencia ( Armenia, 1322)

http://www.ugab.org.ar/site/

Reservas:

4773 2820

A Festa de Babette

19 out

 

Perdoem-me leitores se os últimos e próximos posts remetam a um pouco de nostalgia e banzo. Mas, eu cometi um erro. Amargo já sete meses sem pisar no Brasil, deveria ter ido diversas vezes, mas por paixão a Buenos Aires não consegui deixar esta Isla Bonita senão para voltinhas mais ao sul. Por isso, confesso que entrei numa fase complicada que culminará em dezembro quando volto à saudosa maloca para longas férias. Deveria ter empreendido visitas homeopáticas, eu sei. O que me resta é matar saudade do pouco do que é muito brasileiro em Buenos Aires. E eu não estou me referindo a comer feijoada no restaurante Me leva Brasil na Plaza Armenia. A saudade já virou saudade de algo mais mundano. Saudade da  pizza brasileira, do arroz como é feito no Brasil, do jeito que comemos sushi. Saudade da temakeria.Eu costumava sair da Yoga nas segundas e quartas direto para temakeria. Era, para mim, o momento certo para cair de boca num salmão. Feito o exercício, a limpeza espiritual, queria mesmo era uma garrafinha de cerveja, depois do dia duro de trabalho, e um kone para voltar assobiando para casa.

Sabe-se lá porque cargas d’água parece não haver pesca significativa nesta orelha do Rio Prata. Não há a menor cultura de peixe em Buenos Aires. Já comi bons frutos do mar em restaurantes espanhóis e vejo um certo protagonismo marítimo nos mercados no Barrio Chino, mas peixe não é nem personagem coadjuvante nos cardápios da capital.  O negócio é carne, alta, gordurosa, em grandes quantidades. Tenho a impressão, às vezes, que os acompanhamentos são dispensáveis para os portenhos. Por eles, tiravam o boi do pasto, cavavam um buraco, assavam e enfiavam o garfo ali mesmo no bicho.

Eu não. Sinto falta de variedade e te tanto ver carne estou cada vez mais adepta dos vegetarianos. Por isso, entrei no processo “sabores da terra” onde procuro comidinhas com um je ne sais quoi de jeitinho Brasileiro. O primeiro que achei nessa jornada ao coração da gastronomia nostálgica foi uma boa pizza. Se, no começo, em missão kamikaze calórica, eu gostava das enormes e fundas pizzas portenhas, hoje sinto falta mesmo é de algo leve.  Não tenho nada contra me acabar na Guerrín, no El Cuartito, sair da Boate as cinco da manha e cair na Kentucky na Santa Fé ( aberta 24 horas). Mas, com a proximidade do verão, prefiro andar no lado branco da força. Descobri essa cadeia de pizzerias: Armacen de Pizzas. Não é uma pizza em Napoli, mas é mais fina e leve, e tem variações mais complexas do que as tradicionais Fugazzas e Fugazzetas ( pizzas de cebola) e nem tudo leva morrón. Morrón, nossos pimentões, são aparentemente obrigatórios por lei em todos os ingredientes de qualquer prato bonairense. A essa altura preferia que fosse até jiló, porque já sofri pelo menos três overdoses da leguminosa. O mesmo acontece com o purê de abobora. Eu continuo comendo porque costuma ser a opção mais saudável do cardápio. Mas, na verdade, preferia fazer campanha para o Maluf a continuar comendo “purê de calabaza”. Por isso, ando atrás de comidinhas tudo a ver com o modo brazuca. O Armacen da Pizza é uma excelente pedida e com delivery para aqueles dias em que tudo que se quer e ver os mineiros serem retirados da mina um a um com a companhia luxuosa de uma pizzazinha. Essa é a dica número 1. A gigante pizza da casa é tudo que faltava no seu programa filme e amigos. Na ausência de um boteco com frango a passarinho e pescoço de peru, ás vezes caio de boca num peruano.

A comida peruana está “de moda”na capital. Acho que deve ter começado com a tradicional aglomeração de estabelecimentos  na região de Abasto. Onde vendem frango a assado a quilos e transcendeu as barreiras do “bar sujinho” ganhando ares aristocráticos nos restaurantes nipo-metidos a besta em Palermo. Hoje, tem de tudo, das cozinhas onde se reúnem expatriados peruanos para matar saudades limeñas a chiquérrimos nipo-peruanos com seus sushi s recheados de abacate e ova de qualquer coisa de mares distantes. Por motivos estritamente financeiros eu prefiro comer com os exilados em cantinas menos high end. Conheço algumas as quais me fiz adepta como o Tataki  e o Chan Chan, cuja decoração kitsh com rosas de plástico pregadas com durex na parede eu adoro. Ultimamente parei de explorar ceviches, causas e papas hucainas para encontrar semelhanças com nossos PFs de todos os dias. Você sabe o que é um arroz soltinho? Pois eu, até encontrar o Perú Deli, não me lembrava mais o que era. Como cozinhar arroz na capital já foi tópico de discussão acalorada, como argumentar política, em mesas brasileiras na capital. Não sei se é o nível de amido, o ponto de cocção, só sei que quando leio que “hay que colar” meu corpo inteiro reage ao fato de ter que escorrer o arroz como se fosse um macarrão. Eu me nego. Parece frívolo dedicar todo um parágrafo ao arroz argentino. Mas experimente ficar meses sem um arroz branquinho, soltinho.

 Por isso que, quando me apresentaram o Peru Deli, eu fui ao céu e voltei. A comida é ótima, mas tem dias que poderia pedir que me entregassem arroz, só arroz. De qualquer forma, o tempero peruano é parecido com o nosso e um simples frango acebolado pode ser a santa ceia para quem padece de banzo, como eu. O lugar oferece opções fúsion , até agora all quieto n the western front, comida excelente. Esta é a dica number 2! 

A ceia nipônica de Babette – Eu explicava aos meus amigos a estória do filme a Festa de Babette e porque me sentia no meu momentum cinematográfico enquanto colocava para dentro a largas mordidas um temaki de salmão e camarão na filial da cadeia brasileira Kono em Las Cañitas. Para eles, eu estraguei o final do filme que não haviam visto. Aqui, vou manter algo por ver. No filme, a francesa Babette chega a este povoado dinamarquês  no meio de uma noite de tempestade pedindo abrigo na casa de duas irmãs solteironas. Elas a abrigam e catorze anos depois ela recebe a notícia que ganhou uma fortuna na França. Resolveu então fazer um banquete suntuoso para as senhoras e amigos. Faz vir da França codornas, peixes, patos e todo tipo de iguaria e faz uma ceia faraônica. Há um twist a mais no filme que não me atrevo a contar, mas a metáfora vale para dizer que me senti assim há uns dias atrás, comendo o banquete nipônico de Babette e deixo a dica para quem não viveeee sem sushi como eu. Kono, Las Cañitas é a dica número 3. Continuo postando!

Serviço:

Clique no nome dos restaurante para horários, endereços e telefones.

Buenas Gulas :Empanadas e Restaurantes Inusitados!

25 ago

Empanadas são as coxinhas dos hermanos. De queijo e presunto, carne, creme de milho (humitas), abobora e infinitas combinações, as empanadas estão no dia a dia dos argentinos e podem ser vistas em toda sua diversidade nas ruas e restaurantes da capital. Minha preferida é a de abobora (Calabaza) do restaurante Cumaná- Rodriguez Peña 1165  ( meu restaurante mão na roda), super sequinhas e leves. Empanadas podem ser uma bomba! Em minha recente incursão a Mendoza descobri que as empanadas mais ao sul são melhores do que as portenhas e para provar minha teoria deixo aqui o artigo do Planeta Joy explicando as diferenças regionais das empanadas:

1. Mendoza

La empanada mendocina es pequeña, sale directo del horno de barro y lleva como nota característica una aceituna con carozo. El relleno tiene un sabor fuerte de comino y no son especialmente chorreadoras. Quienes las preparan bien, hacen el relleno un día antes con carne picada, abundante cebolla y poco morrón; en la puerta del horno las pintan con huevo batido para que queden pintonas.

2. Salta

La salteña es una de las más distintivas de la geografía empanadera nacional. Primero porque llevan papa, cebolla de verdeo y morrón; segundo, porque son pequeñitas y el relleno –con carne cortada a cuchillo preferentemente- es húmedo y a base de grasa de pella. Son tan adictivas que la dosis personal arranca en la media docena.

3. Córdoba

La empanada cordobesa tiene la picardía y la dulzura variopinta de su tierra. A diferencia del resto, la carne va cortada en cubitos y al relleno, además de cebolla y huevos, que es el ABC de la empanada argenta, lleva zanahoria y pasas de uva. También hay una variante que lleva manteca y tomate sin piel ni semillas. Salen del horno pintadas con almíbar y espolvoreadas con azúcar impalpable.

4. Tucumán

Los tucumanos son gente con identidad. Sus empanadas abundan en condimentos, con comino, ají molido, cantidad de pimentón dulce, pimienta blanca y, por si fuera poco, ajo, mucho ajo. El truco de la empanada tucumana está en que la carne usada tiene que ser naturalmente jugosa, echando mano a cortes como el cuadril.

5. La Rioja

Las empanadas riojanas tienen fama de ser traicioneramente chorreadoras. Tanto, que el protocolo más formal indica comerlas con las piernas abiertas para no mancharse el pantalón o los zapatos. Y ese costado jugoso se consigue combinando un poco de grasa de pella con cortes que no secan, como el cuadril. En todo lo demás, son parecidas a las salteñas (eso sí, con menos papa).

6. Santiago del Estero

¿En qué se diferencia del resto de las empanadas nacionales? En que aquí la carne se cocina en agua caliente y se masera con vinagre. Y la forma final de estas empanadas es ligeramente alargada. Claro que si se tiene en cuenta lo difícil de diferenciar variedades en un delivery de hoy, este es un dato menor.

7. San Luis

Las empanadas puntanas se hacen a lo grande. En ellas, prevalece el gusto de la carne por sobre todas las demás cosas –es la que menos verdura lleva- y su sabor viene reforzado por un pequeño plus de grasa de cerdo. Los más puristas, le aplican dos pasas de uva y media aceituna por empanada.

8. Entre Ríos

Entre Ríos tiene el Paraná, el Palmar y las únicas empanadas que, según consta en varios recetarios, incorporan clavo de olor, canela y ciruela al relleno estándar de cebolla, carne picada y aceitunas cortadas en láminas. Su gracia está en espolvorear con azúcar impalpable antes de entrar al horno, como para que se caramelice. Son las más agridulces del mapa.

INUSITADOS – Outro artigo publicado esta semana neste site que eu a-d-o-r-o  lista sete restaurantes em lugares super inusitados da cidade. Em alguns já estive e não são tão inusitados assim. Mas, vale a pena conferir. Entre os lugares pouco usuais estão um bancos, hospital, teatro, escola, galpão ferroviário, cinema e um jantar especial as escuras. Confira:

.En un banco: BANCO NACION

¿Alguna vez imaginaste que podías comer bien y barato dentro de un banco? En el cuarto piso de la casa central del Banco Nación funciona un restaurante abierto al público que todos los mediodías se llena de oficinistas. Allí donde el famoso arquitecto Alejandro Bustillo diseñó un espacio para el refrigero de los bancarios podés almorzar un plato principal, con bebida y postre por sólo 15 pesos. Los habitués del lugar suelen ordenar bife o pechuga grillada con ensalada. Eso sí: conviene ante de las dos de la tarde porque si se terminan los platos, no hacen más.  (Bartolomé Mitre 343, piso 4, Microcentro)

En una clínica: HOSPITAL ALEMAN

Todas las clínicas y hospitales de la ciudad albergan una modesta cafetería que apenas sirve para saciar el apetito de sus médicos y de las visitas. Nada que ver con la propuesta del Hospital Alemán, que tiene un restaurante amplio y coqueto, abierto “para todo público”, con una carta de comida internacional que incluye especialidades gourmet típicas de la culinaria germana, además de mozos cordiales y precios muy razonables (se puede comer por menos de $50 por persona; y no cobran cubierto). Si estás por Barrio Norte o Recoleta, es una opción ideal para almorzar en días de semana) ¿Te da cosa ingresar por el hall de la clínica? No te preocupes: tiene entrada independiente por Juncal. Uno de los clientes más fieles es el vicepresidente Julio Cobos. 

En un galpón ferroviario: EL GATO VIEJO

Al costado de las vías del tren que llega a Retiro, a la altura de Avenida del Libertador y Suipacha, ingresando por un camino de tierra y adoquines funciona el atelier-vivienda- y también bodegón del artista del reciclaje Carlos Regazzoni: un galpón enorme lleno de esculturas construidas con chatarra ferroviaria (que en Europa se venden por miles y miles de euro).  En este refugio gastronómico con aspecto de mercado de pulgas, los olores que emanan la cocina económica y los calderos de hierro recuerdan a la comida del campo, básica y sabrosa. No esperes mantel: todo es rústico; lo cual perturba y encanta. Se come lo que a Regazzoni se le antoje: empanadas, paella de maricos, cintas caseras acompañadas de un ragú de rabo de buey, calamaretis a la sartén. Siempre con mucho vino. Abre sólo los jueves, viernes y sábado por la noche. Conviene llamar antes al 4315-3663. Contra lo que pueda creerse, es un lugar de culto frecuentado por “gente bien”, con espirítu bohemio-chic.  

En una escuela: UGAB

Con los años el dato se hizo conocido, pero todavía hay muchos que no saben que la mejor comida armenia casera de la ciudad se sirve en el segundo subsuelo del colegio Marie Manoogian. Cada viernes y sábado por la noche los estudiantes y sus padres montan un comedor en un inmenso salón de la UGAB (Unión General Armenia de Beneficencia) para poder solventar el viaje de egresados a la tierra de sus antepasados. Imperdibles el hummus, las berenjenas, el taboule y los shish kebab. Los postres, un poco empalagosos. Todo es a pulmón: las madres y abuelas cocinan, y los chicos se calzan los delantales negros y ofician de mozos. También hay delivery, que funciona desde las 18.30. Podés llevar tu propio vino y no cobran descorche. (Armenia 1322, Palermo Soho / T.4773-2820)

En un cine: HOYTS DOT SHOPPING

Ir al cine y a comer afuera siempre fueron dos actividades independientes. Eso, hasta que llegó la cadena Hoyts al Dot Shopping con una propuesta premium: en un mismo lugar podés disfrutar, con una copa de espumante en la mano, de los platos diseñados por el chef Martín Molteni, mientras ves el estreno semanal apoltronado en una cómoda butaca de cuero con apoyapies. El menú cuesta $150 e incluye la entrada al cine. En la carta se destacan el antipasto de salmón ahumado, la bondiola en miel de especias y la espuma de limón y frutillas en jalea de maracuyá. La comida llega en una bandeja que calza en el apoyabrazos y viene trozada, para que no tengas que andar luchando con el tenedor y el cuchillo en plena película. Si no querés gastar tanto, podés encargar pizza y cerveza por menos de 70 pesos. Cada butaca tiene un botón para llamar al camarero y nadie se queja si solicitás un refill de champán en medio de una persecución de autos.

(Vedia 3626 (Dot Baires Shopping), Saavedra / T. 0810 122 46987)

En un teatro: MAIPO COCINA

Si estás en el hall del Teatro Maipo esperando que comience la función y mirás a tu izquierda, vas a ver una escalera y un ascensor. Subiendo un piso, llegás a un restaurante que ocupa el espacio donde tuvo sus oficinas Luis César Amadori. El director de cine había hecho construir allí una cocina para recibir a sus amigos. Hoy, mientras pedís una bondiola o una suprema con mostaza, podés observar la muestra de fotos de Virginia Innocenti en la piel de Tita Merello. Hay menú ejecutivo para los mediodías, pero las lucen se encienden de noche cuando te podés cruzar con habitués famosos, como Enrique Pinti o Julio Bocca. Gran alternativa a las pizzerías de Avenida Corrientes. Buena barra con happy hour de 24 a 1 AM.Si vas al teatro, te hacen un 20% de descuento. (Esmeralda 443, Piso 1. Microcentro / T. 4394-5552)

En la oscuridad: A CIEGAS CON LUZ

Habrás oído hablar de cenas a media luz, pero nunca de cenar completamente a oscuras, como si estuvieras dentro de un baúl en el fondo de una caverna. Eso es exactamente lo que ofrecen El Centro Argentino de Tetro Ciego junto con Bodegas Graffigna: una cena en un teatro al que entrás sin ver nada y cenás guiado por el olfato, el tacto y el gusto. La propuesta es un finger food maridado con los vinos de la bodega, que apunta a estimular tus sentidos más allá de la vista con platillos como quesos, triángulos de masa filo, brochette de cerdo, entre otros. Mientras comés se lleva a cabo una obra en la que nada más hay que oír, oler y sentir en la piel. Un lindo plan para ir en pareja. Funciona jueves y viernes a las 21hs puntal. Conviene hacer reserva previa. (Zelaya 3006, Abasto / T. 6379-8596)

E como o Planeta Joy é uma fonte inesgotável de boas coisas, termino indicando um blog que eu adoro da Caroline Aguirre, o Wasabi, que fica hospedado no site. Super simples, direto e com boas dicas. Eu já seguia os blogs dela entre eles o divertidíssimo blognovela Ciega a Citas. Vale à pena curtir as dicas dela AQUI!

Mendoza: Pão e Vinho

25 ago
 
 
 

A Mendoza das bodegas...

Existem duas Mendozas. Aquela dos aventureiros que vieram para descer e subir montanhas, esquiar e escalar, e a Mendoza do bel far niente, daqueles que vieram comer e beber.  Pessoalmente, me identifico com os dois grupos. Não que eu seja muito atlética, mas a idéia da natureza selvagem me é muy cara. Mas, devo confessar, que depois de um dia no Cerro do Aconcágua, dos excessos cometidos nos bares locais, com o ouvido ainda cheio de bolsões de ar, o frio que faz nas alturas e a sinusite atacando, comer e beber me parecem hoje as melhores opções para Mendoza.

 

Mendoza tem quatro caras, uma para cada estaçao...

Cercada por milhares de vinícolas, de pequenas bodegas, a grandes e conhecidas marcas, Mendoza é um prato cheio (ou uma taça) para refestelar-se no melhor da cozinha rural e nos vinhos. Como dizem os locais: “Si a Mendoza vino sino para tomar el vino, para que vino?” ( pequeno trocadilho infame com a palavra vino em espanhol que pode significar vinho e veio). Luján de Cuyo, comarca que acotovela-se com a capital, é, final de contas, a capital do Malbec ( com direito a placa na entrada do vilarejo com uma folhinha que lembra a da bandeira do Canadá).Existem milhares de tours para conhecer bodegas e fazendas de azeite de oliva na província de Lujan de Cuyo, Maipu e Valle de Uco. Fizemos um que nos levou a pequena bodega familiar, uma mais industrial, uma orgânica ( onde dizem os vinhos são de mais baixa qualidade, eu sou desprovida desse paladar aguçado graças a deus) e uma fábrica de azeite extra virgem. É tudo muito romântico sobre a sombra das montanhas que guardam os vinhedos que em esta época do ano não passavam de tocos retorcidos geometricamente organizados até perder-los de vista. Isso, fez com que eu entendesse que, além da Mendoza gastronômica e para enólogos, existe a Mendoza quatro estações.
Ficou claro para mim que o lugar não é uma paisagem estática e sim

Nao sou Obelix, mas cai num barril de Roble...

pintados a mão pela natureza nas quatro estações que marcam o ano. Mendoza será uma com suas parreiras em gestação, outra sem suas crias, apenas arvores esperando uma safra e finalmente a natureza erma e seca que vi durante a dureza do inverno. E a cidade adapta-se a cada uma de suas épocas com diferentes esportes, comidas, passeios e suas ruas com distintas paisagens delineadas pelas enormes veredas de arvores que se precipitam sobre as ruas mendocinas.  Mendoza em si não é atraente ao primeiro olhar. Parece uma dessas cidades de interior em Santa Catarina, como as que se desenvolveram com a indústria do carvão e telhas no cerne do estado, com veredas de prédios baixos e sem grandes atrativos intercalados por grandes construções que não formam padrão nenhum. Mas, uma voltinha pelas ruas da moda e a dramática paisagem na qual está submersa fazem com que tenha lá seus méritos de ponto de partida e entreposto para o há que afora de seus portões viários. 

 
 

 Fui mordida pelo mesmo bicho que mordeu meus amigos Gisele e Edu e deixei minha carteira de motorista em Buenos Aires. 

Criança feliz passeia pela vinícula Don Arturo, familiar...

Uma bobeira que me custou. E essa é minha dica. Vale a pena alugar um carro se você não quer um Mcpasseio feliz em vans de turismo ( existem mais passeios assim do que uvas em Mendoza). O melhor de Mendoza não vem com guias de turismo, nem com hora marcada. É tomar as rotas rurais e ir batendo de vinícola em vinícola. Seja para passear nas grandes como a Norton, Tapiz, Nieto Senetiner, Chandon, Lopez ou simplesmente aproveitar a “bienvenida familiar” nas pequenas bodegas familiares como a orgânica Família Cecchin. O melhor de Mendoza é self service. Um dos melhores passeios que fizemos foi tomar um taxi até La Rural (http://www.bodegalarural.com.ar), uma vinicula com Museu onde é possível entender como foi se aprimorando o processo de produção de vinho na passagem dos séculos e passear livremente por entre enormes barris de “roble” trazidos da França.
 

 

O melhor de Mendoza é caminhar livremente

 Depois, caminhar livremente pela alameda que leva ao vilarejo até minha próxima dica gastronômica, o restaurante Casa de Campo. No caminho, quando a meteorologia permite, é possível alugar bicicletas. Seria minha segunda opção, não fosse o frio polar que varria o planalto da précordilheira. Existem também bicicletas motorizadas que deixaram como criança na ânsia de provar. O pequeno casebre sentado na beira da estrada Casa de Campo não está exatamente no campo.

Casa de Campo, comer como na casa da vovó

Mas, sua culinária remete ao melhor da cozinha caseira e rural com ingredientes fresquíssimos, atendimento informal e cordial e uma carta de vinhos de fazer enólogos  salivarem. Eu não entendo nada nada nada de vinhos. Tenho amigos que já tentaram ensinar-me algo. Mas, cá entre nós, não gostaria de adquirir este hábito caro de separar o joio do trigo. Até agora me viro bem sendo feliz com 90% dos vinhos que me dão, sabendo o suficiente apenas para discernir um vinho avinagrado de um próprio para o consumo. No entanto, é inegável a beleza de tomar um vinho que acaba de deixar seu berçário. Tomar um vinho em Mendoza é tomar um vinho em Mendoza. E a Casa de Campo tem uma carta de enlouquecer qualquer um. Fui pelo mais barato e o mais barato era um dos melhores que já tomei. Bodega Sin Fin se chamava.Para comer é qualquer coisa que fez a vovó. As azeitonas orgânicas que são mais fruta que acepipe, a carne de panela ao Malbec parece preparada pela tia Anastácia dos livros de Lobato e as empanadas mendocinas merecem um capitulo a parte. O que comemos em Buenos Aires sob o nome de empanada deveria ser renomeado.

Nossa aventura em Mendoza terminou com um almoço languido na Casa de Campo, numa ensolarada e fresca tarde de terça-feira quando rumamos a Santiago numa despedida vespertina e nostálgica que nos deixou querendo mais. Mais Argentina. Na mala, alguns azeites artesanais e um vinho orgânico. Levarei saudades das top 5 melhores de Mendoza: comer a picada do El Palenque (uma generosa porção de tudo que há de bom nessa terra pelo módico valor de 35 reais, podendo comer três), ver o vento varrer o Cerro do Aconcagua, escutar dez vezes como é feito o vinho em uma pequena bodega que se esmera de sua produção , ver campos de uvas terminar em montanhas nevadas e  mendocinos (sim porque, atenção meninas, mendocinos são como portenhos super size e vem com batatas fritas!). Divina Mendoza…

Serviços Top Top:

Comer

El Palenque (Av Aristides Villanueva 287): Comer bem, porções generosas, comer picada, empadas de queijo e presunto e Camtipalo.  Batatas fritas. Comer bem tudo que há neste lugar.

Casa de Campo ( Urquiza 1516, Ruta Del Vino, metros de la RuraL) http://www.casadecampomza.com: Comida rústica, com ingredientes locais e extensa carta de vinhos. As porções andam mais na calçadas de pequenas rações que das generosas, mas é barato. Vale a pena investir em empanadas e entradas.

Caro Pepe ( Av. Las Heras y Chile): Para comer bem e muito barato. Self Services são caros na Argentina. O que mais se assemelha ao nosso modelo são conhecidos como tenedores libres (ou garfo livre). O caro Pepe se assemelha a uma churrascaria com aquele clima de família aos domingos. Sai cerca de 25 reais por pessoa e nos deixou depois com anacondas que comeram uma capivara. Não tem glamour, mas é onde mendocinos vão refestelar-se.

1884 (Belgrano 1188, Godoy Cruz) http://www.1884restaurante.com.ar : Nosso tempo e Budget não nos permitiu. Mas, já havia escutado falar e conheci um casal que nos recomendou. Não é barato se pensa em pesos como eu, mas em real não é absurdo para a experiência gastronômica que é. Fica na Bodega Escorihuela e é um restaurante Boutique de Francis Mallmann. Será um dos primeiros lugares que pretendo ir quando voltar a Mendoza.

Dormir

Com pouco dinheiro e coração e alma abertas nos propomos a albergar nosso caminho pela América. Sempre em quartos duplos. Não é para todo mundo. No final da viagem estávamos já querendo luxo, room service e tudo mais. Mas, as pessoas que conhecemos, as festas que fomos e o clima inigualável que proporcionam os albergues nos fizeram recomendar este tipo de hospedagem. Existem vários hotéis de qualidade internacional em Mendoza, mas pensando em dimdim reduzido aqui vão minhas sugestões.

Ibis Mendoza: Minhas viagens de trabalho me fizeram adorar esta cadeia de hotéis. Não tem frescura, mas também não tem luxo. Sem surpresas.O Ibis de Mendoza fica na saída para a rota dos vinhos, cerca de 5 km do centro de Mendoza. É ideal para quem alugou um carro. E o preço é ótimo, cerca de 45 dólares por noite.

Hostel Parque Central (25 de Mayo, 1889) www.hostelparquecentral.com : Hospedamo-nos ai porque o dono era amigo de uma amiga mendocina que mora em Buenos Aires. Só mesmo para os mais aventureiros e com orçamento reduzido. Valeu a pena pela atenção dos meninos, as dicas e o clima de Republica. Não fica muito no centro, mas é limpissimo. Vamos sentir saudades.

Breaking Point, Itaka e Damajuana: Estes são os três albergues mais badalados de Mendoza. Ficam na badalada rua Aristedes Villanueva, cheia de barzinhos, restaurantes, clima de High Mountain Social Club. A maioria tem quartos duplos. É a melhor maneira de ter algo de privacidade e curtir o climinha de albergue.

http://www.damajuanahostel.com.ar/

http://www.breakpointhostel.com.ar/

http://www.itakahouse.com/

Alugando uma Bici

Mr. Hugo ( Urquiza 2288): Te invejo. O tempo frio não deixou com que eu tivesse essa alternativa. Bicicletas e Mendoza tudo a ver.Mas acho uma ótima. Deixo a aqui uma opção: www.mrhugobikes.com

Bodegas e mais bodegas, um paraiso etilico

Adote um Bodegon!

21 jul

 

Meu lado Amélia adora o suplemento de culinária que publica todas as quartas-feira o jornal argentino Clarín intitulado Ollas y Sartenes . Mas, ia comer mosca se não se não fosse a indicação do meu amigo, o jornalista Maurício Boff. Desde a semana passada, o diário vem publicando matérias sobre os melhores bodegones da cidade. Para quem não sabe, e eu mesma não sabia antes de vir viver aqui, os bodegones são esta instituição porteña que o artigo define como “um lugar para comer comida caseira, em grandes porções, com preço correto, ambiente amigável e longe das modas passageiras”.

Bodegon: encontre o seu!

Mas, na verdade, são mais que isso. São estas esquinas do mundo que resistem à padronização do tempo. Aqueles lugares onde garçons que já deveriam estar aposentados sentem-se em casa e te servem fazendo piadas impróprias ou não, conhecem os clientes mais tradicionais em uma aura boêmia e geriátrica que faz com que você nunca mais queira entrar numa Mcdonald’s. Em Buenos Aires, são tão patrimônio histórico quanto os museus e monumentos, um lugar para ver velhinhos solitários que te lembram Borges, famílias varando gerações de freqüência, donos e clientes se misturando, em um clima de bairro que faz com você tenha vontade de pertencer a uma comunidade, dessas que promovem bailinhos de tango e campeonatos de gamão.  E, por que não, comer bem!

E come-se bem e farto!

O difícil mesmo é variar.

Os garçons deveriam ser tombados, patrimonio da cidade...

Depois que “agarras amor” pelo lugar é ( mesmo que você seja para eles do tipo gringo disfuncional, meio a Alemã do Bagdá Café) e provar outros lugares. Vejo-me repetindo este padrão em Buenos Aires. Há lugares não aconchegantes que te impedem que conheça outros lugares. É uma tentação. Mas, quando vê aquele garçom que já te conhece, vindo com aquele tradicional traje de pingüim, com aquela superada bandeijinha e adorável mau humor, algo terno nasce.  

Algo familiar e nostálgico...

De qualquer forma, se você está só de passagem, e ainda não agarrou amor por aquele velho garçom intragável, que de tão rabugento ficou fofinho, fica aqui a matéria dos Bodegones publicados pelo Clarín ( a primeira). AQUI!!!!

E lista:

Albamonte . Corrientes 6735, 4553-2400.

Almacén y Bar . Cochabamba 1701, 4304-4841.

Angelito . Camargo 490 4855-9667.

Bar del Gallego.

Bonpland 1703, 4771-1526.

Bellagamba . Av. Rivadavia 2183, 4951-5833.

Café de García.

Sanabria 3302, 4501-5912.

Cantina Chichilo . Camarones 1901, 4584-1263.

Cervecería López . Alvarez Thomas 2138, 4552-0275.

Club Eros . Uriarte y Honduras, 4832-1313.

Club Hungaria . Pasaje Juncal 425, La Lucila. 4799-8437.

Don Chicho.

Plaza 1411, 4556-1463.

Bar El Chino.

Beazley 3566, Pompeya, 4911-0215.

El Defensor . Defensa 1380, 4307-1012.

El Desnivel.

Defensa 855 4300-9081.

El Obrero.

Agustín Caffarena 64, 4362-9912.

El Preferido de Palermo.

Jorge Luís Borges 2108, 4774-6585.

El Puentecito . Luján 2101 4301-1794.

El Renaciente.

Medrano y Gorriti, 4862-9905.

Para quem ainda não agarrou amor pelo garçom octogenário e mal humorado do seu bodegon favorito fica a sugestão do livro do italiano naturalizado super porteño, Pietro Sorba, que minha amiga e bloggeira favorita, Gisele Teixeira, me emprestou e eu estou enrolando para devolver.  O nome é Bodegones de Buenos Aires e é fácil de encontrar nas livrarias da cidade. Do mesmo autor, Parrilas de Buenos Aires é também uma grande opção para aqueles que acham que alface é planta de jardim e se rendem sem restrições aos prazeres da carne – e por isso entende-se um belo bife de chorizo com 8 cm de largura com uma capa de 3 cm de gordura.  Vale a pena conferir também a lista de bodegones do descoladérrimo site Planeta Joy, AQUI!!!!

Depois, adote seu bodegon e curta. Mi casa es su casa.

Zen nos Aires

31 maio

Procura-se uma yoga deseperadamente...

Confesso que, embora não me falte vontade e saudade, não tenho posto muito empenho na busca pela Yoga perfeita em Buenos Aires. Fui seduzida pelo estilo de vida sedentário (ainda que a gente ande um montão nessa cidade), pelos prazeres da carne ( estou me referindo ao bife de chorizo mesmo), ao vinho, a Quilmes, as baladas, estilo de vida Rock and the City Buenos Aires. Enquanto que, no que depender de meu desenvolvimento espiritual, e a conta do karma, nascerei barata cascuda na próxima encarnação.  

Ponha um pouco de Bhagavad Gita em sua vida

Mas, ando com tanta saudade da prática de Yoga, que pareço uma louca incomodando clientes e proprietários em restaurantes vegetarianos em busca de sugestões de estúdio de Yoga e meditações transcendentais. Aparentemente, meu corpo já se esqueceu do exercício, meus ombros caíram, a postura encurvou e a pança só cresce.  Sem contar com a saudade que sinto daquele cheirinho de Nag Champa e patchuli que permeava minha vida de yoguin.

O problema é que Yoga é muito pessoal. Achar a prática ideal de yoga é como achar o psicanalista perfeito. Assim como na psicologia, que tem um montão de linhas; como Junguiano, Freudiano, Gestalt, a Yoga tem suas modalidades também. Tem Hatha Yoga, Swastia, Ashtanga, Kundalini, e uma infinidade de outras correntes que, para quem conhece fazem uma enorme diferença.

A modalidade ( se é que podemos chamar assim) que pratico há mais de três anos é a Hatha, o estilo mais tradicional. A Hatha se baseia na permanência nos “ásanas” ou posturas, com ênfase na respiração, durante certo período de tempo. Já a ashtanga, a titulo de ilustração, privilegia a repetição desses äsanas de maneira sincronizada e mais dinâmica que a Hatha, o que para mim, críticas a parte, parece ginástica. Mas, é tudo muito muito muito pessoal. Outro dia, para minha surpresa, vi  até um anuncio de “hidroyoga” que era, no mínimo, bem interessante.

 

Chamem-me de conservadora, mas meu negócio é incenso, mantra e ásana. Nada mais, nada menos. Por

Restaurante Krishna

 isso, quando por sugestão de amigos, coincidência, acaso, ou programação acabo, como hoje, em lugares como o restaurante Krishna na Plaza Armenia, algum fogo (sagrado) reacende em mim. Não se assuste com as cadeirinhas que parecem importadas da, casa dos sete anões, nem com a trilha sonora indiana com narrações do Baghavad Gita, muito menos quando te oferecerem fumaça de vela em oração nem mesmo quando um mocinho começar a entoar mantras ao seu lado com seu instrumento indiano, o Krishna é assim mesmo: boemia espiritual. Pessoalmente, me sinto em casa.

 

Mas, entendo quando comensais assustados se entreolham com preocupação. O negócio é relaxar, passar o chutney no chapati e aproveitar um dos melhores restaurantes vegetarianos da cidade. Está certo que, para morar em Buenos Aires, é preciso ser mais carnívoro do que um leão. Mas, nem só de choripan vive o homem e a cidade oferece excelentes opções para quem quer se abstiver de comer seus filés de brontossauro. O Krishna (Malabia 1833) é a experiência completa para um almoço ou jantar espiritual. A comida é de-li-ci-o-sa, leve e com precinhos transcendais também.

 
Tulasi, espiritualmente bom e barato

Outra grande opção, para um almoço rápido e justo, é o Tulasi (Marcelo T. de Alvear 628 ), a passos da Plaza San Martin. Esqueça as mesinhas baixas, almofadas, som de citra, o Tulasi é um austero botequinho dentro de uma galeria pra lá de comercial no meio do rebuliço que é o Retiro. Qualquer semelhança entre seu espaço físico, simples, mundano e sem grandes luxos, e sua saborosa comidinha é mera coincidência. O cardápio é incrivelmente barato, o atendimento uma gracinha ( aliás, vale um parêntesis aqui, atendimento amável em Buenos Aires faz de qualquer lugar um ponto turístico) e a comida incrível, dessas que fazem os olhinhos se revirarem um pouco com cada garfada.  Você já se imaginou salivando por um tofú? Prepare-se. As sobremesas, super diets e orgânicas, são surpreendentes também. Tem o diabo de um doce feito de gergelim que lembra chocolate conseguindo superá-lo que é dos deuses. Alias, seu dono, um argentino muito simpático, morou anos na Índia e agora diz que vai fechar as portas no fim do ano para ir no morar no interior de São Paulo. Uma pena! O restaurante oferece ainda cursos de cozinha vegetariana. Confira aqui!

 
Devas: consumismo Zen

Por fim, se seu negócio, como eu, Barbie Yoga, é uma bela lojinha, não abrindo mão de umas boas compras nem em nome de seu karma, pode refestelar-se na livraria e loja Devas que tem uma pá de filiais espalhadas pela cidade. A franquia é recheada de livros, tarots, mats de yoga e uma série de essenciais e supérfluos para quem quer se antenar com uma energia superior.  A missão da loja é pra lá de ambiciosa “ayudar a armonizar al ser humano con las energías que lo trajeron a la vida”, menos né! Mas, é mesmo uma excelente opção para aqueles que procuram boa literatura sobre Yoga e a parafernália necessária para começar a prática. Uma divertilandia yoguin. Veja AQUI!.

No mais, alguém tem uma Yoga bacana para me indicar? Estou seriamente necessitada de assessoramento espiritual!