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Los Locos de Mierda

11 maio

O inverno ta chegando na capital e o cobertor de orelha vai ficando cada vez mais indispensável, Mas, atenção meninas! Medo e delírio no sul do nosso continente. Isso estão passando as mulheres que se relacionam com os sudacas da bacia aqui do Prata.

 Mudar-se para outro pais é mais do que adaptar o estomago aos hábitos alimentares de uma nova caixa postal. É entranhar também a maneira de se relacionar do povo. Hoje, o tópico de discussão no Asado de sábado (o tradicional churrasco dos domingos brasileiro) era a insatisfação da mulherada com o comportamento masculino. Ate ai tudo bem, no Brasil a coisa talvez não fosse diferente. Mas, mudando de pais venho aprendendo que a insatisfação bem pode ser a mesma, mas os problemas são outros.

 Argentinos e brasileiros dividindo uma cervejinha numa tarde de outono portenha e digerindo o mesmo tópico: os homens desta comarca do mundo estão ou não ficando cada vez mais histéricos? Resolvi escrever sobre isso porque parece transceder a experiencia pessoal para tomar dimensoes epidemicas.

 Explico-me. Um dicionário de português definiria histeria:

 (grego hustéra, -as, útero + -ia)

 s. f.1. Psican. Doença nervosa, geralmente com manifestação de sintomas como convulsões, contracturas ou paralisias, antigamente associada às mulheres. = neurose

2. Tipo de comportamento com grande, intensa ou ruidosa manifestação de emoção.

3. Índole caprichosa.

E em português costumamos a associar histeria a um estado de estado descompensado emocional que normalmente não usamos para definir relações românticas. Mães são histéricas, avos são histéricas e, principalmente, mulheres são histéricas.

 Aqui há um comportamento claro na cabeça quando dizemos que os homens são histéricos. Virou uma verdadeira patologia argentina.

Não sou eu que estou dizendo, joguem no Google. Existem fóruns de discussão!Podemos ate relacionar com a definição do dicionário de comportamento com grande, intensa, ruidosa manifestação de emoção e índole caprichosa. Mas vai alem. Os sudacas se expressam emocionalmente. Enquanto muitos brasileiros ainda pensam que sentimentos são coisas de veado. Aqui do beijinho no rosto costumeiro dos rapazes, as grandes demonstrações passionais, ao entendimento publico de que homens e mulheres são seres emotivos sem qualquer efeito sobre a masculinidade de ninguém, as relações costumam sim às vezes ter a densidade emocional de um tango.

Encontrei ate uma matéria no jornal Perfil em que uma psicóloga dizia “con una falla en la estructuración de su masculinidad”. Continuava o jornal: Y agrega que este factor se produce por su “conflictiva familiar”. “El histérico es emocionalmente inmaduro, dramatiza todo el tiempo, tiene una actitud histriónica, atrapa al otro dentro de su trama, siempre que el otro se enganche”. Meninas é a descrição perfeita do histérico argentino. Sem tirar nem por.

 “ El hombre histérico goza seduciendo a las mujeres, pero cuando hay riesgo de compromiso se borra. Al principio es un hombre fogoso, pero con el tiempo se apaga, se reprime y huye del compromiso. Esto también daña la autoestima femenina”, explica en la psicoanalista Mónica Cruppi, miembro de la Asociación Psicoanalítica Argentina

 Mas, principalmente desavisadas brasileiras, enquanto as mulheres se entusiasmam com as demonstrações gratuitas de amor eterno, devem ficar atentas porque esta oscilação emocional, com grandes rompantes passionais pode ser seguida de períodos inexplicáveis de frieza, distancia ou ate mesmo desistência. Por aqui, é normal a relação que se resuma a mera emoção da caça, sendo o premio em si secundário. Isso é o que portenhos chamam de histérico. Relações que às vezes ate decolam, mas este avião tende voltar a seu destino de origem.

 Muitas mulheres também ganham o titulo de histéricas. Basta ler a cartunista argentina Maitena, e suas Mulheres Alteradas, para se dar conta que o descompasso e desequilíbrio emocional não é privilegio masculino. Mas o ponto é existem amargas lições de histerismo por aqui. E, valendo-me de uma expressão que, necessariamente, não faz boa literatura deixo o conselho para meninas desavisadas: Nem tudo que reluz é ouro.

 E para não criar polemica e ser justa deixo aqui também o que virou uma das minhas diversões preferidas no youtube. A versão feminina dos histéricos.

Malena Pichot, La Loca de Mierda, histeria em ambos os sexos

La Loca de Mierda começou como uma descomprometida investida no youtube por Malena Pichot, uma comediante para la de bacana que capta as inseguranças, loucuras e mazelas das mulheres argentinas como poucas outras. Fez taanto sucesso na web que virou esquete na MTV. Deixo a dica para quem entende um pouco de argentines. Quem, morando por aqui, ja nao passou por un Loco de Mierda…

Nota de Rodapé: Esta bloggeira acredita no amor sudaca do norte, do sul, do leste, oeste e do Centro Oeste.E, apesar de tudo, adora um Loco de Mierda, esporte radical!

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