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ONDA VAGA: Fuerte e Caliente!

16 abr

Onda Vaga, la Buena Onda...

Buenos Aires estah no roteiro internacional das grandes metrópoles do mundo. Mas, vivendo por Palermo, e outros bairros centricos, ainda tenho a sensação as vezes que há um diminuto mundo como aquele que acontece como nas pequenas cidades, com seus músicos próprios, pequenas celebridades que transitam pelas ruas junto aos outros transeuntes, mitos e verdades, vizinhos, conhecidos e desconhecidos numa mescla de província e metrópole como em poucos lugares do mundo. As vezes, me sinto vivendo em uma maquete.

Forte e quente!

Minha Buenos Aires, naquela em que convivem Liniers, Kevin Johansen, também Cristina Kirshner e Mauricio Macri, celebridades nacionais e internacionais, aonde vai Ricardo Darin a Parrilla , eh tão plausível e palpável como aquele Rio de Janeiro onde se divide um coco na orla com Chico Buarque. Buenos Aires e seus heróis não são inatingíveis, pelo contrario, o desenlace das estórias acontecem pelas ruas de Palermo Soho, aquelas com eterna cara de outono, onde músicos sobem ao palco ovacionados e voltam a casa sozinhos com seus violões nas costas caminhando languidamente sob as veredas de arvores de Palermo Viejo. De certa maneira a cidade nos encolhe e aumenta de acordo com seus caprichos e não importa o que você fez durante a noite, no final você é mais um voltando meio embriagado em busca da Santa Fe, a avenida que sempre te leva a casa.Venho depois do show do Onda Vaga, sentindo a cidade como um lugar acolhedor e meu, depois de um difícil recomeço, pensando em apresentar no blog mais uma celebridade local. Fazendo as pazes com Buenos Aires, minha recreacao romantica com requintes passionais.

Lembrei-me da banda little darling da minha cidade, Moveis Coloniais de Acaju:

O grupo Onda Vaga e mais um das little darlings da Capital Argentina. A banda local que vai ganhando  mundo, mas que segue sendo um grupo querido pelos jovens da capital, daqueles que para seus shows juntam aficionados locais e curiosos que descobrem mais uma surpresa boa da capital. Com um som Manu Chao encontra a banda candanga Moveis Coloniais de Acaju, uma noite de fogueira encontra microfones, um grupo de amigos encontram um palco.

Como num churrasco de amigos...

 Um Show do Grupo Onda Vaga, faz de uma visita a Buenos Aires uma jornada ao seu coração provincial. Aquele em que bons amigos se juntam para comer um asado ( bom e velho churrasco) e fazer um som descompromissado. No final, são apenas bons meninos curtindo fazer um som juntos. O resultado é quase sempre um show alegre e bem humorado, como uma festa de torcidas, com gente cantando em coro, pulando e confraternizando como em um almoço de domingo.  Por aqui, eles ja sao pequenas celebridades, levando sua pequena legiao (boa parte feminina) de fas a loucura. Nao vou a nombrar ninguem, mas tenho amigas apaixonadas pelos “pibes” da banda, dessas que passam o show gritando “Hacerme un hijo!!!!!!!” ( me faca um filho!!!). Realmente, a energia eh tao boa que da vontade de levar os meninos para conhecer mamae.!!!Onda Vaga eh, como dizemos por aqui, Buena Onda Total!

Fica a dica do site dos meninos para os próximos SHOWS AQUI!

A recomendação para um link e um pequeno documentário descompromissado como a banda, eh a melhor forma de conhecer o trabalho deles sem ir a um Show. VEJA AQUI!

It takes two to Tango!

3 ago

Podem tirar a meia arrastão do armário e preparar o saltinho! Vem aí o Festival Mundial de Tango! Mais informações e programação completa ACÁAAAA!!!!!

A Bossa de San Isidro

9 jul

Vou deixar aqui minha dica de sábado em Buenos Aires. O grande amigo Yuri Mello se juntou ao coro consistente de músicos da Capital e anda agraciando as noites porteñas com sua bossa, seu reggae e MPB. É um programa imperdível para um sábado a noite de inverno. Vale a pena pegar o trem para o bucólico bairro de San Isidro e curtir um showzinho intimista cheio de carinho e convidados pra lá de especiais.

Um som especial para uma noite de inverno

Eu ainda não fui, vou amanha, mas dizem que o lugar é único, cheio de personalidade como costumam ser os cantinhos de San Isidro, que lembra muito uma cidadezinha de interior brasileira.  Nascido em Salvador e radicado em Brasília, Yuri Mello é músico profissional e professor e há anos já era conhecido no circuito candango.

Agora, divide o palco com amigos argentinos e de outros cantos desse mundão em uma apresentação que faz bater de saudade os corações dos brasileiros expatriados e de vontade de ir ao Brasil os porteños apaixonados por nossa cultura. É como dizemos no Brasil o fino da Bossa! Escute um pouco de Yuri aqui!!!!

Serviço:

Sábado, 10 de julho de 2010

Hora: 21:30 – 23:30

“El Galpon”

Av. del Libertador 17154, San Isidro

Tango Off Road

9 jul

 

Tanguerias tradicionais, nada de jantar com tango!

O Jornal Argentino La Nación traz hoje uma matéria super útil sobre locais de tango fora do circuito mais batido. São milongas de “barrio” que não “se cotizam em dólares ou em euro”  e nem em reais. Para fugir da velha “cena com tango” pela qual me perguntam todos os brasileiros em visita á cidade.  Esqueça jantar com tango, meia arrastão e todo espetáculo teatral para turistas. Caia numa verdadeira milonga de bairro, onde os locais se deliciam com ritmos clássicos, mas sem o Mise-en-scène todo.

Não é o tango para exportação é a música que acontece apesar do turismo.  Nas tanguerías da matéria circulam locais, turistas mais aventureiros e tribos de rock n tango, num ambiente tipicamente porteño que evocam os ritmos clássicos que ganharam mundo.

 

La Garufa, a Naçoes Unidas do Tango

Em alguns lugares já sou habitué como a A Catedral do Tango ( veja meu post sobre este lugar incrível aqui! ) e o CAFF, onde a orquestra Típica Fernández Fierro deixa boquiabertos todos os sortudos expectadores que optam por ela nas quartas-feiras a noite. E também a noite La Garufa, no Centro Cultural Konex, a Nações Unidos do Tango, onde estrangeiros e porteños vão ensaiar seus passinhos.

Orquestra Fernández Fierro Arrasa!

Um detalhe: os preços também são tão locais quanto o tango. Nada para turistas. Vale à pena conferir. Leia a matéria na íntegra, com direito a mapinha do circuito e tudo. AQUIIII!!!!!

Gardel a Domicílio

3 jun

Eu adoro tango. Acho digno! Mas, para ser sincera, acho mais fácil ensinar biologia molecular a um macaco do que Tango para minha pessoa. Se para dançar uma valsinha é necessário apenas o “básico dois para lá, dois pra cá”, os primeiros passos de tango são compostos de oito deslizadas básicas. Isso tudo sem tirar os pés do chão e nem abrir as pernas. Passei pelo constrangimento ouvir meu professor gritando comigo constantemente para que fechasse as pernas para bailar enquanto eu lhe dizia “mas se um pé tá na frente e outro atrás, como fazer que um chegue ao outro sem abrir as pernas?”.

Tango é dureza!

É isso ai é tango, um esporte radical, acho que não sou chique o suficiente.  Além do mais, é o ombro do homem que guia a dança e é preciso “adivinhar” aonde esse ombrinho vai depois e minhas faculdades clarividentes aparentemente não se conectam com minha bola de cristal interna.  Soma-se a isso um incrível costurar de pernas no ar que, comigo tentando, resulta extremamente doloroso para as canelas dos meus parceiros. 

Todo brasileiro que chega a Buenos já desce do avião chamando por Gardel e querendo “um jantar com tango”, vamos combinar? Isso é para turista. Se você quer ver um tango de verdade tem que esquecer desse mise en scéne todo. Não estou falando que não é legal. A cidade oferece centenas de shows com cena maravilhosos. Mas, se você tem mais tempo, vá ver os velhinhos dançando, sem gel no cabelo, sem meia arrastão com aquele amor que responde a alma e não ao Euro. Enfim, o tango em si é assunto para um outro POST!!!

Buenos Aires te extraño!

Nos últimos dias tem ficado difícil escrever para o blog, com o fantasma das provas finais do mestrado soprando minha nuca, não tenho tido muito tempo para a cidade, na verdade, meu tempo se divide em estudo e os serviços de manutenção básicos da engrenagem como comer, dormir e “ducharme”.

Eu sinto falta da cidade. É como se ela fosse um amor debaixo da janela com voz e violão serenando. Ela me chama, ela me canta e cada ida ao mercadinho me lembra o que estou perdendo e aumenta minha saudade de voltar a caminhar por ai descobrindo coisas com olhar maravilhamento, perguntando, conversando com as pessoas como se estivesse documentando suas vidas. Ainda não sei quanto tempo tenho com ela, mas já me parece insuficiente.

"Ainda não sei quanto tempo tenho com ela, mas já me parece insuficiente".

Vaidade, curiosidade ou afeição, quero conhecer cada detalhe e principalmente suas exceções.  Gosto mais de saber sobre o mendigo que vive sob a marquise do Banco Francés ( que é a cara de Hagar o Incrível!) , os homens sozinhos nos bares que esperam, dos antigos casarões assombrados, das piores características do Borges como seu racismo, do que sobre Puerto Madero. Interessa-me saber como a cidade resiste ao tempo às margens de sua decadência e glória á descobrir seus faceis acessos. Dedico-me mais a desvendar seus segredos do que suas obvias revelações.

Por isso, nos últimos dias, a portas fechadas e sozinha (descobri que estudar, salvo em raras exceções, é um oficio solitário), e com as

De Astor á ....

 demandas tocando a porta me entrego a dica de hoje. Com a lareira crepitando, e o figurino sexy do inverno, que consiste em sobrepostas camadas de roupas que nada tem a ver uma com as outras, me proponho escutar a tango.

ao Gotan Project...

E uma ótima maneira de fazer isso é por meio do canal de tango da minha rádio online preferida: Accu radio. Eu já sou adepta há anos, graças à dica do meu velho, dos canais de jazz ( que aliás são demais!

Tem jazz instrumental, só sax, só piano, fusion, brazilian, latin, e uma

Accu Radio Tango!

 infinidade de outros estilos dentro do jazz). Mas, nos últimos dias tive a grata surpresa de descobrir sua rádio de tango. De Gardel e Piazolla a Bafofondo, Gotan y Otros Aires, o canal de tango da “Radio Preciso” traz um pouco da cidade, que roça as patas na porta como um cão de estimação deixado do lado de fora.  Vale a pena conferir a Accu radio / Latin/ Tango.

Para bailar La Cumparsita clique aqui!

E, mais especificamente, aqui!

Bandido Corazón: Los Paquitos y la Ciudad

2 jun

Escute aqui las canciones que hacen dooooler mucho

 el corazón:  Dos Puñales

 

Imagine um climinha “welcome to the hotel cafifornia” encontra  “welcome to tihuana, con el coyote no hay aduana”. Pense em uma tarde no México que se esvai sobre uma marguerita numa vila poeirenta, uma noite num prostíbulo de beira de estrada na Colômbia, com um je ne sais quoi de nostalgia a la Riviera capaz de aquecer o coração do mais despeitado cético.

Ay ay ay canta y no llores...

Organize-se para deixar seus preconceitos em casa e render-se a  um som semi – mariache que te fará deslizar os pezinhos por debaixo da mesa acompanhando um queixoso acordeom e um choroso vocal. 

Ou mesmo para deslizar com seu par como se estivesse num bailinho da década de cinqüenta em Lima. E prepare-se para fazer tudo isso em Buenos Aires.

Como resgate da cultura Latino Americana, os sete integrantes da banda porteña Los Paquitos rendem sérias homenagens a cantores  latinos “nem sempre suficientemente homenageados”, como o colombiano Diomedes Díaz, o cubano Eliades Ochoa, o venezuelano Simon Díaz, o peruano Chabuca Granda entre outros, além cantora mexicana que dá nome ao grupo , Paquita La del Bario.  E claro, Lila Downs. Só gene fina, elegante e sincera.

Para salir bailando...

Com um recital por vezes intimista e outras performático, oscilando do romântico ao maldito, Los Paquitos oferecem um show que, como eles mesmos definem,  “percorre com o equilíbrio de um bêbado os caminhos do amor e do desamor com todos os sabores e paisagens que pode oferecer a viagem”.

Leve sua maraca imaginária!

   O ritmo? Vallenato , cumbia colombiana, ranchera, joropo, música popular italiana, bolero e uma série de estilos musicais que não sei distinguir, mas me fazem assobiar e tocar macacas imaginárias.

Como duele el corazón!

A última apresentação de los mariachis porteños foi no dia 15 do mês passado no Urbano Espacio Cultural, em Villa Crespo.  O próximo show, como os romances mexicanos, ainda é incerto.  No sábado rola um recital prive no aniversário de uma amiga. Estou me super sentindo sortuda por poder, mais uma vez, assistir a los chiquitos em seu show “emotivo e esperançoso para corações partidos”. AY ay ay!!!

Mi casa es su casa!

Vou postando por aqui as próximas datas, mas, para quem não confia na memória disléxica desta bloggeira, quer escutar  um bocadinho de latinidade ou saber um pouco mais sobre Los Hermanitos clique AQUI!

Ou Aqui!

Aqui também!!!!

Ay bandido corazón!

 

 

Como a Tropicália, de Festival em Festival…

29 maio

A banda espanhola Marlango abre o festival para desespero de nossos pés cansados...

Mal nos recuperados do bicentenário e a cidade já está nos chamando. Muitos de nós ainda estão enfiados nos escalda-pés, sem voz, com tosse, rouquidão, dor nas costas e outras efeitos colaterais da alegria que tomou conta da gente no fim de semana passado por conta do Bicentenário Argentino.

Mas, como Nova Iorque, Buenos Aires também é a cidade que não dorme. E, pior, que não deixa os outros dormirem! Esta entidade enorme, ao qual nos submetemos como ovelhinhas para abate, nos arrasta por ai com seus braços de concreto , nos envolvendo com sua doce melodia de decadence avec elegance e não nos deixa descansar, procrastinar, parar…

Os dias são tão intensos que há semanas, que ao final, minha energia acaba por completo, sem restar nada, um resquício para lavar a louça, fazer o café ou ler um livro. São momentos de exaustão extasiada tão intensos que, às vezes, uma noite bem dormida passa longe do suficiente. É preciso uma noite, um dia, outra noite. É necessário absorver como um desses computadores da Matrix uma quantidade enorme de emoções, informações, acontecimentos, pensamentos e novas construções. E como a tropicália vivemos de festival em festival.

Com uma Fênix nascida dos excessos do Bicentenário ressurgimos das cinzas para o próximo happening da capital. O Festival Ciudad Emergente, que começa no próximo dia 02 de junho, vem com uma série de surpresas e atrações que não conhecemos mas que, ao final, vão acabar morando no nosso Ipod.

A primeira atração traz a balada atriz espanhola, namorada do meu queridinho Jorge Drexler, Leonor Waitling, e sua banda Marlango ao Centro Cultural da Recoleta, no próximo dia 02 de junho. Com acordes leves, um pouco de jazz , indie, rock e folk, o grupo espanhol  é um bálsamo melódico para os ouvidos cansados do Bicentenário.  As canções entoadas nas pontas dos pés, em inglês, e algumas poucas em castelhano, seus pianos chuvosos, bateria discreta e acordes gotejantes são ligeiras, leves e agradáveis.  Abertura as 19h, fica a cargo do projeto alternativo Les Mentettes Orquestra.

No dia seguinte, é a vez do banda local Nairobi num dueto com o músico da Guiana Mad Professor que já mixou  pesos pesados como Massive Attack, Sade, the Orb, the KLF, Beastie Boys, Jamiroquai, Rancid e Depeche Mode.  O show começa às 21h, mas é precedido por um monte de atrações  interessantes.  Além dos inúmeros shows, de gente que ainda estou conhecendo, escutando e me inteirando, postando aqui na medida do possível, há ainda muita dança de rua ( pretendo não perder a homenagem a Michael Jackson), exibição de documentários ( tem pelo menos uns dois obre o The Smiths que eu quero ir), leitura de poesias ( ando pulando estes programas) e exposições de arte urbana, entre outras cositas mais.  

Lá vamos nós outra vez!

Cofinra a programaçao completa AQUI!