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Nós 4 e Dois Labradores

28 jan

 

Conheci o Fábio Nagel da maneira que se conhece a maioria das pessoas em Buenos Aires: de forma inusitada. Estava parada semi boquiaberta de frente ao mural de grafite que a vista da minha janela estava ganhando e ele estava de câmera em punho filmando o trabalho dos meninos que vieram por ocasião de uma mostra no Centro Cultural da Espanha. Não demorou muito começamos a conversar e descobrimos que éramos brasileiros, do ramo de comunicação e apaixonados por Buenos Aires. Ele me contou que veio a Capital, respirar novos ares com a família, mulher, filhos e labradores. Ontem, me mandou um vídeo que fez com sua tripulaçao que é pra lá de bacana. Um testemunho de amor á cidade, pequeno relato dos lugares que viu e esteve com sua trupe e uma excelente overview de alguns dos lugares e personagens mais emblemáticos de Buenos Aires. Vale muito à pena assistir. Obrigada a Fábio Nagel e sua família. No vídeo estão alguns dos lugares que eu adoro na cidade, como o Bodegón que ficava praticamente na esquina do meu apartamento, O Preferido de Palermo, o Palácio das Águas Corrientes ( meu antigo quintal de casa) e, nas cenas finais, meu bequinho da Rua Viamonte sendo grafitado. Muito bom!

A Festa de Babette

19 out

 

Perdoem-me leitores se os últimos e próximos posts remetam a um pouco de nostalgia e banzo. Mas, eu cometi um erro. Amargo já sete meses sem pisar no Brasil, deveria ter ido diversas vezes, mas por paixão a Buenos Aires não consegui deixar esta Isla Bonita senão para voltinhas mais ao sul. Por isso, confesso que entrei numa fase complicada que culminará em dezembro quando volto à saudosa maloca para longas férias. Deveria ter empreendido visitas homeopáticas, eu sei. O que me resta é matar saudade do pouco do que é muito brasileiro em Buenos Aires. E eu não estou me referindo a comer feijoada no restaurante Me leva Brasil na Plaza Armenia. A saudade já virou saudade de algo mais mundano. Saudade da  pizza brasileira, do arroz como é feito no Brasil, do jeito que comemos sushi. Saudade da temakeria.Eu costumava sair da Yoga nas segundas e quartas direto para temakeria. Era, para mim, o momento certo para cair de boca num salmão. Feito o exercício, a limpeza espiritual, queria mesmo era uma garrafinha de cerveja, depois do dia duro de trabalho, e um kone para voltar assobiando para casa.

Sabe-se lá porque cargas d’água parece não haver pesca significativa nesta orelha do Rio Prata. Não há a menor cultura de peixe em Buenos Aires. Já comi bons frutos do mar em restaurantes espanhóis e vejo um certo protagonismo marítimo nos mercados no Barrio Chino, mas peixe não é nem personagem coadjuvante nos cardápios da capital.  O negócio é carne, alta, gordurosa, em grandes quantidades. Tenho a impressão, às vezes, que os acompanhamentos são dispensáveis para os portenhos. Por eles, tiravam o boi do pasto, cavavam um buraco, assavam e enfiavam o garfo ali mesmo no bicho.

Eu não. Sinto falta de variedade e te tanto ver carne estou cada vez mais adepta dos vegetarianos. Por isso, entrei no processo “sabores da terra” onde procuro comidinhas com um je ne sais quoi de jeitinho Brasileiro. O primeiro que achei nessa jornada ao coração da gastronomia nostálgica foi uma boa pizza. Se, no começo, em missão kamikaze calórica, eu gostava das enormes e fundas pizzas portenhas, hoje sinto falta mesmo é de algo leve.  Não tenho nada contra me acabar na Guerrín, no El Cuartito, sair da Boate as cinco da manha e cair na Kentucky na Santa Fé ( aberta 24 horas). Mas, com a proximidade do verão, prefiro andar no lado branco da força. Descobri essa cadeia de pizzerias: Armacen de Pizzas. Não é uma pizza em Napoli, mas é mais fina e leve, e tem variações mais complexas do que as tradicionais Fugazzas e Fugazzetas ( pizzas de cebola) e nem tudo leva morrón. Morrón, nossos pimentões, são aparentemente obrigatórios por lei em todos os ingredientes de qualquer prato bonairense. A essa altura preferia que fosse até jiló, porque já sofri pelo menos três overdoses da leguminosa. O mesmo acontece com o purê de abobora. Eu continuo comendo porque costuma ser a opção mais saudável do cardápio. Mas, na verdade, preferia fazer campanha para o Maluf a continuar comendo “purê de calabaza”. Por isso, ando atrás de comidinhas tudo a ver com o modo brazuca. O Armacen da Pizza é uma excelente pedida e com delivery para aqueles dias em que tudo que se quer e ver os mineiros serem retirados da mina um a um com a companhia luxuosa de uma pizzazinha. Essa é a dica número 1. A gigante pizza da casa é tudo que faltava no seu programa filme e amigos. Na ausência de um boteco com frango a passarinho e pescoço de peru, ás vezes caio de boca num peruano.

A comida peruana está “de moda”na capital. Acho que deve ter começado com a tradicional aglomeração de estabelecimentos  na região de Abasto. Onde vendem frango a assado a quilos e transcendeu as barreiras do “bar sujinho” ganhando ares aristocráticos nos restaurantes nipo-metidos a besta em Palermo. Hoje, tem de tudo, das cozinhas onde se reúnem expatriados peruanos para matar saudades limeñas a chiquérrimos nipo-peruanos com seus sushi s recheados de abacate e ova de qualquer coisa de mares distantes. Por motivos estritamente financeiros eu prefiro comer com os exilados em cantinas menos high end. Conheço algumas as quais me fiz adepta como o Tataki  e o Chan Chan, cuja decoração kitsh com rosas de plástico pregadas com durex na parede eu adoro. Ultimamente parei de explorar ceviches, causas e papas hucainas para encontrar semelhanças com nossos PFs de todos os dias. Você sabe o que é um arroz soltinho? Pois eu, até encontrar o Perú Deli, não me lembrava mais o que era. Como cozinhar arroz na capital já foi tópico de discussão acalorada, como argumentar política, em mesas brasileiras na capital. Não sei se é o nível de amido, o ponto de cocção, só sei que quando leio que “hay que colar” meu corpo inteiro reage ao fato de ter que escorrer o arroz como se fosse um macarrão. Eu me nego. Parece frívolo dedicar todo um parágrafo ao arroz argentino. Mas experimente ficar meses sem um arroz branquinho, soltinho.

 Por isso que, quando me apresentaram o Peru Deli, eu fui ao céu e voltei. A comida é ótima, mas tem dias que poderia pedir que me entregassem arroz, só arroz. De qualquer forma, o tempero peruano é parecido com o nosso e um simples frango acebolado pode ser a santa ceia para quem padece de banzo, como eu. O lugar oferece opções fúsion , até agora all quieto n the western front, comida excelente. Esta é a dica number 2! 

A ceia nipônica de Babette – Eu explicava aos meus amigos a estória do filme a Festa de Babette e porque me sentia no meu momentum cinematográfico enquanto colocava para dentro a largas mordidas um temaki de salmão e camarão na filial da cadeia brasileira Kono em Las Cañitas. Para eles, eu estraguei o final do filme que não haviam visto. Aqui, vou manter algo por ver. No filme, a francesa Babette chega a este povoado dinamarquês  no meio de uma noite de tempestade pedindo abrigo na casa de duas irmãs solteironas. Elas a abrigam e catorze anos depois ela recebe a notícia que ganhou uma fortuna na França. Resolveu então fazer um banquete suntuoso para as senhoras e amigos. Faz vir da França codornas, peixes, patos e todo tipo de iguaria e faz uma ceia faraônica. Há um twist a mais no filme que não me atrevo a contar, mas a metáfora vale para dizer que me senti assim há uns dias atrás, comendo o banquete nipônico de Babette e deixo a dica para quem não viveeee sem sushi como eu. Kono, Las Cañitas é a dica número 3. Continuo postando!

Serviço:

Clique no nome dos restaurante para horários, endereços e telefones.

Você já foi assaltado por um vietnamita?

22 set

Voce ja foi assaltado por um vietnamita?

Você já foi assaltado for um vietnamita? Eu já. Burguesia besta é assaltada em qualquer lugar, Buenos Aires não é exceção . Para provar que ressaca de Fernet, fome, desorientação e Palermo Hollywood não se misturam, meu cartão de crédito terá que amargar mês que vem três dígitos por uma comida que não enchia barriga nem de modelo anoréxica. Foi assim que eu e mais alguns amigos, dia seguinte a festinha de inauguração de minha nova casa em Palermo resolvemos, famintos, e com o cérebro seriamente afetado pelo álcool da noite anterior, comer algo diferente ao norte da Juan B. Justo no restaurante da moda Vietnamita: o Green Bamboo (Costa Rica, 5802). B-i-g-m-i-s-t-a-k-e! Mais de 150 pesos per capita por uma comidinha metida à besta, cinco pedaços (contados!) de peixe ao molho de três amendoins, literalmente e aquele ar inexplicável de “Como assim voce não acha normal pagar 80 pesos por um prato com três pedaços indecifráveis de qualquer coisa da gastronomia moderna?”.

 

Muro de Berlim, tipo a Johnny Be Good

Explico: a Avenida Juan B Justo, carinhosamente apelidada de Johnny Be Good Avenue, é uma espécie de Muro de Berlin em Buenos Aires, separa a classe média de Palermo da classe média alta  meio besta e com ares blasé de Palermo Hollywood.  É uma avenida com poucas passagens para pedestres, instransponível em vários pontos, com trilhos e trens inóspitos, muros pixados e warehouses aparentemente abandonadas. Tudo nela parece dizer não ultrapasse. Para mim ela só serve para que taxistas lhes dêem enormes explicações sobre as voltas que tem que dar para atravessar a avenida e para manter gente desmotorizada fora do cool barrio Holiúdiano. É fácil ver se você terá ou não que cruzar a faixa de Gaza. Se o endereço de onde você quer ir é numa rua de nome de país da América Central tipo Honduras, Guatemala, Costa Rica e está acima da altura de 5 mil mais ou menos você terá que cruzar a J. B Justo. A verdade é que eu vivo por aí. Gosto dos restaurantes, das enormes árvores que abraçam ruas cheias de belíssimos prédios e casarões. E adoro sua crowd descolada dos domingos. Mas é preciso fingir ser Imelda Marcos ou a mulher de um ditador africano para existir em Palermo Holiúde!

Green Bamboo: Bonitinho porém ordinário

E este mês eu andei me comportando como a rainha da Jordânia, gastando como se tivesse um marido magnata do petróleo.

Como eu gosto de comer e beber com gente fina, elegante e sincera, mas meu orçamento não me permite muitos luxos entrei no mundo dos maravilhosos Menús do Meio dia. Portenhos curtem mesmo o jantar, sentam tarde, dez da noite e destroçam a dentadas filés de brontossauro, pedaços enormes de boi que parecem terem saído de um episódio dos Flintstones. Eu não sou evolutivamente equipada com o moedor de carne que argentinos já nasceram portando. Se janto como eles,  passo a noite sonhando com Zombies e monstros mitológicos. Meu negócio sempre foi sair com amigos e comer languidos almoços com direito a entrada, prato principal, sobremesa, cafezinho e livraria. E, para minha felicidade, muitos restaurantes da cidade estão querendo atrair pessoas como eu. São almocinhos agradáveis com bebida, entrada, prato principal e sobremesa inclusa pela baguatela de 20 e pouquisimos reais.

Até agora minha opção preferida é o Sudestada (Guatemala , 5602), que para comer bem pela noite com vinho você não desembolsará menos de 150 pesos, ou 75 reais. Mas com o Menú do meio dia, 20 reais te farão super feliz com entrada, vinho, prato caprichado, sobremesa e café. Fica a dica para dias sonolentos como hoje, quando o inverno ainda não descobriu que é primavera: ache um bom restaurante, uma boa barganha, uma boa janela e um bom menu. O Guia óleo tem uma boa lista de restaurantes que oferecem  “menus ejecutivos”. Vale a pena comprar o guia, é minha bíblia. O Meu eu comprei na Cualquer Verdura, esta loja incrível, que eu adoro levar os amigos, em San Telmo.

Zen nos Aires

31 maio

Procura-se uma yoga deseperadamente...

Confesso que, embora não me falte vontade e saudade, não tenho posto muito empenho na busca pela Yoga perfeita em Buenos Aires. Fui seduzida pelo estilo de vida sedentário (ainda que a gente ande um montão nessa cidade), pelos prazeres da carne ( estou me referindo ao bife de chorizo mesmo), ao vinho, a Quilmes, as baladas, estilo de vida Rock and the City Buenos Aires. Enquanto que, no que depender de meu desenvolvimento espiritual, e a conta do karma, nascerei barata cascuda na próxima encarnação.  

Ponha um pouco de Bhagavad Gita em sua vida

Mas, ando com tanta saudade da prática de Yoga, que pareço uma louca incomodando clientes e proprietários em restaurantes vegetarianos em busca de sugestões de estúdio de Yoga e meditações transcendentais. Aparentemente, meu corpo já se esqueceu do exercício, meus ombros caíram, a postura encurvou e a pança só cresce.  Sem contar com a saudade que sinto daquele cheirinho de Nag Champa e patchuli que permeava minha vida de yoguin.

O problema é que Yoga é muito pessoal. Achar a prática ideal de yoga é como achar o psicanalista perfeito. Assim como na psicologia, que tem um montão de linhas; como Junguiano, Freudiano, Gestalt, a Yoga tem suas modalidades também. Tem Hatha Yoga, Swastia, Ashtanga, Kundalini, e uma infinidade de outras correntes que, para quem conhece fazem uma enorme diferença.

A modalidade ( se é que podemos chamar assim) que pratico há mais de três anos é a Hatha, o estilo mais tradicional. A Hatha se baseia na permanência nos “ásanas” ou posturas, com ênfase na respiração, durante certo período de tempo. Já a ashtanga, a titulo de ilustração, privilegia a repetição desses äsanas de maneira sincronizada e mais dinâmica que a Hatha, o que para mim, críticas a parte, parece ginástica. Mas, é tudo muito muito muito pessoal. Outro dia, para minha surpresa, vi  até um anuncio de “hidroyoga” que era, no mínimo, bem interessante.

 

Chamem-me de conservadora, mas meu negócio é incenso, mantra e ásana. Nada mais, nada menos. Por

Restaurante Krishna

 isso, quando por sugestão de amigos, coincidência, acaso, ou programação acabo, como hoje, em lugares como o restaurante Krishna na Plaza Armenia, algum fogo (sagrado) reacende em mim. Não se assuste com as cadeirinhas que parecem importadas da, casa dos sete anões, nem com a trilha sonora indiana com narrações do Baghavad Gita, muito menos quando te oferecerem fumaça de vela em oração nem mesmo quando um mocinho começar a entoar mantras ao seu lado com seu instrumento indiano, o Krishna é assim mesmo: boemia espiritual. Pessoalmente, me sinto em casa.

 

Mas, entendo quando comensais assustados se entreolham com preocupação. O negócio é relaxar, passar o chutney no chapati e aproveitar um dos melhores restaurantes vegetarianos da cidade. Está certo que, para morar em Buenos Aires, é preciso ser mais carnívoro do que um leão. Mas, nem só de choripan vive o homem e a cidade oferece excelentes opções para quem quer se abstiver de comer seus filés de brontossauro. O Krishna (Malabia 1833) é a experiência completa para um almoço ou jantar espiritual. A comida é de-li-ci-o-sa, leve e com precinhos transcendais também.

 
Tulasi, espiritualmente bom e barato

Outra grande opção, para um almoço rápido e justo, é o Tulasi (Marcelo T. de Alvear 628 ), a passos da Plaza San Martin. Esqueça as mesinhas baixas, almofadas, som de citra, o Tulasi é um austero botequinho dentro de uma galeria pra lá de comercial no meio do rebuliço que é o Retiro. Qualquer semelhança entre seu espaço físico, simples, mundano e sem grandes luxos, e sua saborosa comidinha é mera coincidência. O cardápio é incrivelmente barato, o atendimento uma gracinha ( aliás, vale um parêntesis aqui, atendimento amável em Buenos Aires faz de qualquer lugar um ponto turístico) e a comida incrível, dessas que fazem os olhinhos se revirarem um pouco com cada garfada.  Você já se imaginou salivando por um tofú? Prepare-se. As sobremesas, super diets e orgânicas, são surpreendentes também. Tem o diabo de um doce feito de gergelim que lembra chocolate conseguindo superá-lo que é dos deuses. Alias, seu dono, um argentino muito simpático, morou anos na Índia e agora diz que vai fechar as portas no fim do ano para ir no morar no interior de São Paulo. Uma pena! O restaurante oferece ainda cursos de cozinha vegetariana. Confira aqui!

 
Devas: consumismo Zen

Por fim, se seu negócio, como eu, Barbie Yoga, é uma bela lojinha, não abrindo mão de umas boas compras nem em nome de seu karma, pode refestelar-se na livraria e loja Devas que tem uma pá de filiais espalhadas pela cidade. A franquia é recheada de livros, tarots, mats de yoga e uma série de essenciais e supérfluos para quem quer se antenar com uma energia superior.  A missão da loja é pra lá de ambiciosa “ayudar a armonizar al ser humano con las energías que lo trajeron a la vida”, menos né! Mas, é mesmo uma excelente opção para aqueles que procuram boa literatura sobre Yoga e a parafernália necessária para começar a prática. Uma divertilandia yoguin. Veja AQUI!.

No mais, alguém tem uma Yoga bacana para me indicar? Estou seriamente necessitada de assessoramento espiritual!

Restaurantes em Buenos Aires: 15 chatices

28 maio

 

Comer fora em Buenos Aires é ótimo. Não me entendam mal. A capital está recheada de restaurantes maravilhosos, repleta de opções, para todos os gostos, alguns imperdíveis, outros clássicos, enfim a cidade é um pólo gastronômico.  Mas, alguns hábitos adotados pelos estabelecimentos portenhos podem surpreender  negativamente muita gente. Hoje, o descolado site Planeta Joy publicou uma materinha muito legal sobre 15 chatices, ou encheções de saco, de comer fora aqui.

Entre as pentelhacoes mais comuns estão algumas desconhecidas pelos brasileiros como a cobrança de “cubiertos”.  Você já imaginou ser cobrado á parte pelos talheres e pratos que usa para comer? Surreal não? Não na Argentina. Muitos restaurantes cobram pelo uso da louça, pelas tolhas de mesas e outras coisas que sabe se lá o que. Este valor varia. Pessoalmente já vi cobrarem quase cinco reais por pessoa. Literalmente uma facada! É meio que o fatorzinho surpresa na conta. Cobrarão ou não cubiertos? Uuuuuuuuu….

Outro despautério: ser cobrado porque tem pouca fome e prefere dividir um prato. Juro taxa extra. Já me aconteceu várias vezes. Tem restaurante que estipula um prato por pessoa. Se não : multa! Eu me sinto onerada quando estou de dieta!

Pergunta: Nao estao te chamando na cozinha nao?

Mais uma irritação, entre as quinze que cita o site, é a mania horrorosa de omitir a conta. Explico: você pede a continha e camarada vem com a cara mais lavada e diz “ é tanto”. Cadê a notinha descriminando tudo camarada???? Um porre.  E o pior, fica do lado da mesa esperando você contar o dinheiro. Ei, não tão te chamando lá na cozinha não amigão?

Outra que pega muitos brasileiros em férias na capital de surpresa é quando não se pode escolher uma mesa. Eles escolhem para você. Às vezes, tão perto de outra mesa que pode escutar as mastigada do seu vizinho. Ai gente, capitalismo selvagem! Você está em dois e a mesinha simpática perto da janela num restaurante vazio é de quatro? Esqueça. Sei bye bye!!! Aqui casais sentam na mini mesa, aquela que faz com que sua manga da camisa fique passando perigosamente por cima do molho de tomate!

Uma sacada muito legal do site é também o momento breguerrímo em que chega o garçom com a garrafa de vinho mais barato do cardápio e espera aquela sua degustada a La sommelier para que sejam servidos as outras taças. Adorei, alguém tinha que se tocar disso.

Mas, acho que faltou um item: os garçons de Buenos Aires. Tudo bem que o site já tinha feito uma excelente matéria sobre a substituição de garçons argentinos por camareros de outras nacionalidades pelo simples fatos de que os daqui são intragáveis. Olha, isso não é uma declaração xenófoba, eu não sou daquelas que sai falando mal dos hermanos. De maneira geral, acho que são gente como a gente. Mas, os atendentes portenhos são geneticamente modificados para o mal! E, aparentemente, a gentileza é cobrada a parte.

Às vezes tenho a impressão que se pode comer tudo que se possa pedir em dez segundos. “Quero bife de chorizo bem passado, coca cola, batata frita…ai ele já foi!!!!”. Vamos dar o desconto porque aqui, graças os porcos chauvinistas proprietários dos restaurantes, há um número infinitamente inferior de garçons em relação ao número de mesas.  

Porém, ei o que te custa escutar meu pedido inteiro se você vai ter voltar para o pedido completo anyways!!!!Que me perdoem aquelas raras figurinhas simpáticas, como o garçom do Coreano Bi Won, Domingo Choque, que te atendem como se estivessem servindo ao Papa, mas o serviço na capital anda malíssimo! A boa notícia é que no site Guia Óleo você pode desabafar todas suas mágoas antes que elas virem câncer.

Confia a matéria do Planeta Joy AQUI.